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Em setembro, os preços agropecuários brasileiros registraram leve alta, impulsionados pela valorização das cadeias de cana e café. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) avançou 0,42% em relação a agosto.
O resultado reflete, sobretudo, o expressivo aumento de 4,48% no IPPA-Cana-Café, que compensou as quedas observadas no IPPA-Grãos (-0,88%) e no IPPA-Hortifrutícolas (-0,26%). O IPPA-Pecuária também teve contribuição positiva, com variação de 0,24%.
Enquanto o IPA-OG-DI, indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV) que mede preços industriais, recuou 0,25%, o desempenho do IPPA mostra que, em setembro, os produtos do campo apresentaram melhor comportamento de preços do que os bens industriais.
No mercado externo, os preços internacionais dos alimentos caíram 0,70% em dólares. Somada à queda de 1,46% do dólar frente ao real, essa redução resultou em baixa de 2,15% nos preços dos alimentos em moeda nacional.
No acumulado de 2025, o Cepea aponta uma forte alta de 13,74% no IPPA/Cepea. O destaque continua com os grupos Pecuária (22,89%) e Cana-Café (23,64%), seguidos por Grãos (5,38%). Já os Hortifrutícolas seguem em queda expressiva de 15,04%.
No mesmo comparativo, o IPA-OG-DI acumula alta de 4,09%, enquanto os preços internacionais dos alimentos em reais subiram 7,35%, reflexo da valorização de 7,91% do dólar no período.
O movimento mostra que, apesar da volatilidade cambial e da pressão externa, a produção agropecuária brasileira mantém trajetória de valorização em 2025, especialmente nas cadeias ligadas ao açúcar, etanol e café — setores estratégicos para o Espírito Santo e para o agronegócio nacional.





