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O preço do boi gordo continua em disparada, atingindo um patamar histórico e desafiando os atores da cadeia produtiva. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 fechou a R$ 300,30 na quarta-feira (16), um valor não visto há 20 meses.
A principal causa dessa alta expressiva é a escassez de animais para abate. A seca que atingiu o país no segundo trimestre, aliada às queimadas acima da média em agosto e setembro, acelerou a comercialização de animais prontos para abate. Mesmo com os confinamentos representando uma parcela significativa das escalas de abate, a oferta de animais a pasto, que é determinante para a formação dos preços, tem sido insuficiente.
A demanda, por sua vez, mostra-se bastante aquecida, tanto no mercado interno quanto no externo. As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo acelerado, impulsionadas pela demanda global e pela oferta limitada de outros países produtores. No mercado interno, apesar da resistência do consumidor aos preços mais altos da carne, a oferta restrita mantém os valores firmes no atacado.
Virada de ciclo e impacto na indústria
A intensidade e a duração dessa alta de preços têm surpreendido analistas e marcado uma virada no ciclo pecuário brasileiro. A indústria frigorífica, embora tenha registrado um aumento nas receitas, tem visto suas margens diminuídas. A dificuldade em repassar integralmente os custos aos consumidores finais tem pressionado os frigoríficos a buscar alternativas para garantir a competitividade.





