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A atividade econômica capixaba teve o melhor desempenho, no 2º trimestre desde ano, desde o início da pandemia. Nos período, a atividade econômica capixaba superou em 0,6% o nível de atividade do 4º trimestre de 2019. A economia do país permaneceu no mesmo patamar. As informações foram citadas pela presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cristhine Samorini, em coletiva na tarde desta terça-feira (14).
Depois do pico de novos casos e mortes em abril deste ano, a curva de contágio e óbitos começou a cair. Se, por um lado, o segundo trimestre foi marcado pelo recrudescimento das medidas sanitárias e da quarentena, por outro, o avanço da vacinação facilitou a melhora gradual do quadro epidemiológico e a consequente retomada das atividades econômicas.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, as variações são mais positivas e expressivas. Isso porque a comparação foi feita em cima de uma base deprimida: o 2º trimestre de 2020 foi marcado pelas incertezas e medos do início da pandemia, quando o Espírito Santo e o mundo tentavam dimensionar o grau de gravidade da pandemia e não havia horizontes que apontavam para uma vacina contra a doença.
E foi nessa comparação entre os dois segundos trimestres dos períodos – 2020 e 2021 – que o Espírito Santo teve crescimento de 16,6% e o Brasil, de 12,4%. “As altas foram puxadas pela indústria e serviços, que suplantaram o desenvolvimento negativo da agropecuária. Na indústria, somente o setor extrativo (petróleo e gás), teve queda de 6,2%”, explicou a gerente executiva do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies), Marília Gabriela Elias da Silva, ao apresentar o Indicador de Atividade Econômica da Findes.
Segundo o estudo, a indústria de transformação cresceu 54,3% entre um período e outro. Essa base de comparação pode exacerbar o crescimento, mas a indústria da transformação ainda assim teve um resultado muito positivo. “Já a construção cresceu 75,4% e é o grande destaque do segundo trimestre, mas não só pelo crescimento. É um setor que mostrou uma recuperação importante e houve uma ampliação da mão de obra ocupada. A construção capixaba permanece acima do patamar pré-pandemia e influencia positivamente outros setores industriais”, explica.
O setor de serviços, o mais atingido pelas medidas de combate à pandemia, teve um crescimento menor, mas ainda assim, positivo: 19%. O agronegócio em geral, por outro lado, recuou 5,3%. Destaque negativo para a pecuária, que caiu quase 10%. A agricultura caiu 3,7%, mas há uma explicação sazonal. “O café está em bienalidade negativa, ou seja, já se espera uma produção mais baixa. Há, ainda, as chuvas irregulares este ano, o que afeta este setor. Já na pecuária, o recuo veio pelos bovinos, leite e suínos. As chuvas irregulares atrapalham produção de grãos e a cadeia de insumos”, explicou.





