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A economia do Espírito Santo vem crescendo acima da média nacional, de acordo com o Indicador de Atividade Econômica (IAE) da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). No terceiro trimestre deste ano, o índice capixaba teve alta de 2,6% frente ao trimestre anterior, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) nacional retraiu 0,1%.
Com o desempenho dos meses de julho a setembro deste ano, o Estado teve o seu quinto trimestre consecutivo com resultados positivos, sendo que o terceiro trimestre foi superior ao observado no período imediatamente anterior (0,2%). Os dados do IAE foram divulgados nesta terça-feira (14) durante coletiva de imprensa na sede da Federação, em Vitória.
A presidente da Findes, Cris Samorini, lembrou que a melhora da pandemia possibilitou uma maior flexibilização das medidas restritivas e, consequentemente, a retomada de atividades que ainda estavam em ritmo lento em função da menor mobilidade das pessoas e da necessidade do distanciamento social. Além disso, o aumento no preço de mercado do minério e do aço contribuíram para a alta no valor das exportações.
“É importante lembrar que esse aumento se deve a fatores externos, ou seja, que não podemos controlar. Da mesma forma em que hoje estamos “surfando”, por exemplo com a alta das commodities, amanhã podemos ser impactados pela queda. Por isso, devemos estar atentos para 2022. É importante pensar na diversificação da matriz industrial e ainda mais em como agregar valor ao que produzimos”, ressaltou Cris.
Quando olhamos de forma detalhada para os setores que compõem a atividade econômica capixaba, vemos que, no terceiro trimestre deste ano, todos foram positivos: Indústria (0,8%), agropecuária (1,6%) e serviços (3%).
No caso da Indústria, a variação positiva de 0,8% foi resultado do bom desempenho dos setores da construção (2,3%) e de energia e saneamento (0,3%), que contrabalancearam o leve recuo na indústria de transformação (-0,4%) e a queda na indústria extrativa (-1,9%).
“Nossos destaques do trimestre foram a indústria de transformação e o setor de serviços. A indústria de transformação, apesar de certa estabilidade frente ao 2º trimestre, vem registrando resultados superiores ao verificado para o setor a nível nacional, sobretudo quando comparado com o desempenho de um ano atrás. Por sua vez, o setor de serviços, um dos mais afetados pela pandemia, vem apresentando trajetória sustentável de recuperação no Estado ao longo deste ano”, apontou a gerente-executiva do Ideies e economista-chefe da Findes, Marília Silva.




