Mais lidas 🔥

Premiação internacional
Do cafezal ao Vale do Silício: capixaba conquista prêmio internacional com invenção

Café de valor agregado
Nova modalidade de café chega ao Vale do Jequitinhonha com financiamento do BNB

Anuário do Agronegócio Capixaba 2025
Da lavoura ao mundo: o domínio capixaba da pimenta-do-reino

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de agosto

Artigo
Ameaça à cafeicultura brasileira

Em uma semana mais curta em função do feriado da Sexta-Feira Santa (feriado da Paixão de Cristo), os preços do café voltaram a recuar nos mercados internacionais, renovando novas mínimas de cerca de 13 anos, pressionados pela sensação de oferta mundial satisfatória, início da colheita no Brasil e pela força do dólar em relação a outras moedas, como o real.
Na Bolsa de Nova York, o vencimento julho/19 do contrato “C” teve desvalorização acumulada de 305 pontos na semana, encerrando a sessão de quarta-feira (17) a US$ 0,8965 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o contrato julho/19 do café robusta fechou o pregão de ontem a US$ 1.412 por tonelada, com perdas semanais de US$ 9.
A moeda norte-americana registrou avanço impulsionada pela decisão de segunda-feira da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de dar prioridade à PEC do Orçamento Impositivo em detrimento à reforma da Previdência, que ampliou a desconfiança quanto à votação dessa segunda proposta. O dólar encerrou, ontem, a R$ 3,9343, com ganho acumulado de 1,2%.
Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a colheita de café robusta e arábica da safra 2019/20 deverá ganhar ritmo na próxima semana no país, mas regiões como Rondônia, Garça (SP), Noroeste do Paraná e algumas áreas da Zona da Mata (MG) já iniciaram os trabalhos.
“Catações pontuais também vêm ocorrendo no restante das praças acompanhadas, especialmente em cafezais mais velhos e nos precoces. Alguns poucos lotes de café novo, inclusive, já começam a chegar ao mercado ”, destaca a instituição.
Em Rondônia, as atividades de campo começaram no final de março e o volume colhido correspondia entre 5% e 10% até a semana passada. Nas lavouras de arábica de Garça, Noroeste paranaense e Zona da Mata, o volume colhido ainda estava abaixo dos 5%. Com o avanço da cata nas próximas semanas, o Cepea recomenda que os produtores fiquem atentos ao clima, principalmente no caso do arábica.
“Chuvas já foram observadas na última semana em grande parte das regiões. Além de atrapalhar a colheita, as precipitações podem levar à queda dos grãos, prejudicar a bebida e aumentar a possibilidade de fermentação, reduzindo a qualidade dos cafés e limitando ainda mais a rentabilidade de produtores, vistos os preços já muito baixos da commodity ”, analisa.
Os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e robusta foram cotados a R$ 375,48/saca e a R$ 287,13/saca, respectivamente, com desvalorizações de 0,4% e 0,3% na comparação com a semana antecedente.





