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Economia

Consórcio ou financiamento de carro: especialista do Sicoob aponta qual é a melhor modalidade para você

por A Gazeta

em 25/01/2023 às 17h21

4 min de leitura

Consórcio ou financiamento de carro: especialista do Sicoob aponta qual é a melhor modalidade para você

Foto:Pixabay

Com a diminuição do poder de compra, o consumidor vem buscando cada vez mais alternativas para financiar a compra de veículos novos ou seminovos. Se por um lado essas operações deixam o cliente mais perto de realizar um sonho, por outro, demandam mais responsabilidades, exigindo disciplina financeira. Comumente, o fator que atrai a contratação desse tipo de investimento são os benefícios, entre eles a isenção de juros. Ou seja, paga-se uma taxa administrativa pelo acordo, que pode durar até, em média, 72 meses.

E, mesmo se o cliente desistir do processo, é permitido resgatar o dinheiro pago. Uma outra vantagem é a possibilidade de escolher o valor e a quantidade das parcelas. Para o gerente de Operações e Negócios do Sicoob ES, Jair Luiz Trés Junior, o consórcio é uma modalidade de compra que cresce no Brasil por apresentar o menor custo final de aquisição, em razão das taxas atrativas, e a possibilidade de pagar parcelas que cabem no orçamento do consorciado, até ele ser contemplado no sorteio. A entrevista foi dada ao portal Gazetaonline.

“Dessa forma, é possível trocar seu veículo de forma programada, e com mais vantagens”, analisa. O gerente complementa: “Quem opta por adquirir um consórcio é incluído em um grupo com outros consorciados, que garantem, por meio do autofinanciamento, a soma dos valores necessários para a compra do bem, com o estabelecimento prévio de regras, prazos e valores”.

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Em compensação, no financiamento, os recursos do crédito são liberados imediatamente e apresenta flexibilidade de escolha da quantidade de parcelas, mediante a contratação de uma taxa de juros fixa ou não. E daí surge uma desvantagem em comparação ao consórcio, mas ambos permitem financiar até 100% do valor do carro ou da moto e possuem prazos máximos de pagamento similares

Como aponta o economista Ricardo Aguilar, “no financiamento normal, você pega o dinheiro emprestado e, depois, paga com juros. Já no consórcio, você e outras pessoas que desejam comprar um veículo contribuem com uma parcela mensal para montar uma espécie de poupança conjunta”.

É um ótimo investimento em longo prazo, pois não tem os juros que o financiamento cobra. É preciso reforçar que o consórcio não é um investimento para aqueles que desejam ter um retorno rápido. Entretanto, é possível acelerar a contemplação de algumas maneiras, como por meio dos lances. É por isso que as pessoas usam o consórcio como opção.

Mas tudo depende da sua necessidade. “O consórcio é a modalidade ideal para pessoas que podem fazer uma compra programada, ou seja, que não precisam do veículo imediatamente, e que querem contar com um menor custo final de aquisição. Já o financiamento é mais indicado para aqueles que não podem aguardar um determinado tempo para a aquisição do seu carro”, explica Jair.

Como funciona na prática?

No consórcio, o cliente paga ao banco antes de comprar o veículo e, ao longo do tempo, pode ser contemplado em um sorteio e receber o carro ou a moto antes. Um sorteio é feito todos os meses. Nele, uma pessoa do grupo é selecionada para receber a carta de crédito, com o dinheiro para efetuar a compra. Se o consumidor não quiser esperar até o final do consórcio ou não for sorteado de cara, pode dar lances, como um leilão. Quem der o maior valor leva o benefício.

Ao contrário do que se possa imaginar, há chances de ser escolhido logo no primeiro mês, mas as parcelas se mantém como obrigações financeiras. Quando se opta por consórcio de carro, por exemplo, na hora de decidir os valores a serem pagos, deve-se escolher o tipo de veículo e pagar no consórcio o valor tabelado pela concessionária.

Outra ressalva é levantada pelo representante do Sicoob: “Por estarmos em um cenário de taxa de Selic alta, o que se reflete diretamente no valor do financiamento para o cliente final, é necessário ficar atento ao custo efetivo total da operação de crédito, fazer simulações, pesquisar e optar pela proposta que se adeque ao orçamento e necessidade de compra do cliente”.

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