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O que os Estados Unidos compraram de carne bovina de janeiro a agosto (123,1 mil toneladas) é menos do que a China levou apenas no mês passado (131,8 mil/t). Mesmo assim o país é sonho de mercado dos frigoríficos brasileiros.
A fila de frigoríficos esperando habilitação para exportar para lá vai do Frigol ao Redentor, ou seja, do quarto maior grupo do setor no Brasil à pequena empresa do Mato Grosso – por sinal, temporariamente proibida pelos chineses de exportar carne para o país asiático.
Todos querem se juntar ao JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3) porque os EUA é o único país que tem capacidade de ampliar as compras do Brasil.
Foram mais de 82% em sete meses na base anual de comparação e com apenas três anos da autorização dado ao Brasil para voltar a exportar carne fresca.
Apesar de o país negociar carne bovina para mais de 150 mercados, abaixo dos Estados Unidos, o segundo destino, são todos pequenos, e a distância vai se ampliando, enquanto a China está cada vez mais concorrida, embora disparadamente na frente. Os asiáticos importaram 31% nesse período registrado pela Abrafrigo, indo para 786,8 mil/t do total de 1,52 milhão/t.
Além de lutar para voltar a ter domínio absoluto da produção de suínos, se recuperando da debacle da peste suína africana, e ser autossuficiente em frangos, o que em algum momento vai limitar as importações de carne bovina em algum teto
Tem população, tem renda – apesar dos riscos apontados à economia em ponto de desaceleração -, tem alto consumo per capita e, ainda, paga bem, porque o salto que a carne in natura vem dando nas exportações é baseado em qualidade.
A receita brasileira em sete meses de 2022 com o destino da América do Norte foi de US$ 693,5 milhões (US$ 503 milhões em 2021).
Como os frigoríficos locais não abrem mão desse faturamento externo, até por preservação do status de país líder no livre comércio, seguirão necessitando cada vez mais da carne importada para assegurar o abastecimento interno.




