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Em meio à fraca volatilidade, os contratos futuros do café arábica registraram alta moderada na semana, mesmo diante de fundamentos negativos devido à sensação de oferta satisfatória e à disparada do dólar. Esse cenário indica que a alta não deve ser consistente e sinalizar melhora, ao menos no curto prazo.
Na Bolsa de Nova York, o vencimento julho/19 do contrato “C” subiu 205 pontos, negociado, ontem, a US$ 0,9165 por libra-peso. Na ICE Europe, o vencimento julho do café robusta fechou a sessão de quinta-feira a US$ 1.335 por tonelada, com perdas de US$ 29, pressionado pela entrada da safra no Brasil e pela fraqueza do real.
O dólar comercial encerrou os negócios a R$ 4,0366, acumulando ganhos de 2,34% no agregado da semana. A divisa norte-americana se sustentou acima de R$ 4 e tocou o maior patamar desde 28 de setembro passado. A moeda vem avançando sobre o real diante da percepção da fraqueza política do governo após derrotas no Congresso e das manifestações nas ruas.
Em relação ao clima, os serviços de meteorologia indicam que deverá continuar favorável aos trabalhos de colheita no cinturão cafeeiro do Brasil. Entretanto, com a aproximação do inverno no Hemisfério Sul, alertam para que os produtores se atentem à possibilidade de geadas e à ocorrência de chuvas atípicas, as quais podem comprometer a qualidade do café.
No tocante à colheita, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) cita que precipitações pontuais e o alto percentual de grãos verdes limitam o avanço dos trabalhos nas regiões da Mogiana (SP), Zona da Mata, Sul e Cerrado de Minas Gerais. No restante das praças, a cata ganha força aos poucos.
Colaboradores consultados pela instituição informam que, em Rondônia, a colheita está entre 20% e 30% do previsto na safra 2019. No Noroeste do Paraná, o índice percentual dos trabalhos se encontra em aproximadamente 20%, enquanto a colheita atinge cerca de 10% no Espírito Santo. Na região de Garça (SP), os trabalhos avançaram com o clima mais firme e se situam entre 15% e 25%.
No mercado físico, os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 385,13/saca e a R$ 275,82/saca, com ganhos de 0,7% e 3,1%, respectivamente. O Centro aponta que, com o andamento da colheita, alguns negócios pontuais vêm sendo realizados, principalmente por produtores que precisam fazer caixa para honrar o pagamento dos catadores.




