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Após anos de resultados abaixo do esperado, o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) voltou a registrar resultados positivos e em 2021 obteve o maior lucro líquido desde sua fundação em 1967: R$ 50,1 milhões. Essa cifra representa um resultado 77% maior que em 2020, quando o banco lucrou R$ 28,2 milhões. Em entrevista exclusiva à coluna Mundo Business, Munir Abud, que preside o banco desde o ano passado, elencou os fatores que contribuíram para o resultado histórico.
Banco estima aumentar carteira de crédito em R$ bilhão nos próximos dois anos
Nos anos antes da pandemia, as altas taxas de inadimplência e a restrição da carteira de crédito do Bandes levou o banco a registrar um lucro abaixo de R$ 2 milhões em 2018 e um prejuízo de mais de R$ 31 milhões em 2019.
No ano de 2020, o banco iniciou uma retomada, com um lucro de R$ 28,2 milhões. E em 2021, o banco confirmou em exclusividade à coluna Mundo Business um lucro recorde de R$ 50,1 milhões. O faturamento do teve um salto de 267% e chegou a R$ 187,5 milhões.
Para Munir Abud, que preside o Bandes desde o início de 2021, contribuíram para essa cifra uma redução da taxa de inadimplência, a diversificação da carteira de crédito e investimentos e uma nova estratégia de captação de recursos.
“O Bandes convivia com uma alta taxa de inadimplência. Para reverter esse cenário, aproximamos a diretoria do banco dos empresários capixabas e criamos produtos adaptados às condições deles e que ao mesmo tempo são mais rentáveis”, afirmou.

Outro fator que pode ter contribuído para o resultado do banco foi o estilo do gestão do atual governador — desenvolvimentista, Casagrande colocou no centro de seu governo a ideia de fortalecer o banco de desenvolvimento estatal, que foi extinto em outros estados da federação.
Dentre as principais linhas de crédito lançadas pelo Bandes estão o Fundo de Proteção ao Emprego, destinado a empresários de todos os portes, que foi responsável por preservar cerca de 4 mil postos de trabalho, segundo cálculos do banco. “Foi o maior fundo de proteção ao emprego criado por um ente subnacional durante a pandemia”, acrescentou Munir.
O banco de desenvolvimento capixaba voltou a apostar na captação de recursos no mercado e garantiu R$ 150 milhões do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) para viabilizar a linha de crédito Bandes Retomada, voltada aos CNPJs do estado.
Outra conquista do Bandes que resultou na ampliação da oferta de crédito foi a recuperação do limite operacional com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo Munir, o BNDES passa a disponibilizar R$ 150 milhões por ano que serão repassados pelo Bandes.
“O Bandes havia perdido a credibilidade com o BNDES por conta das operações deficitárias e alta inadimplência. Verificando os indicadores financeiros do banco ao longo do último ano, o BNDES retomou a parceria com o Bandes”, explicou.
Hoje, a carteira de crédito do Bandes gira em torno de R$ 350 milhões, e nos próximos dois anos, esse número pode crescer em cerca de R$ 1 bilhão. Um dos grandes responsáveis por esse crescimento será a alocação dos recursos do Fundo Soberano do Espírito Santo, que vai investir em empresas inovadoras e com alto potencial de crescimento.
“Se antes o Bandes não tinha condições de financiar projetos importantes para o Espírito Santo, agora retoma a condição de protagonista do desenvolvimento econômico do estado. Isso foi possível graças à cooperação do empresariado e do executivo estadual que depositou confiança no banco”, afirma o presidente do Bandes. “Isso se reflete em novos negócios que geram mais emprego e renda para os capixabas”, encerra.




