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O prefeito de Colatina, Sergio Meneguelli (Republicanos) assinou nesta terça-feira (21) o Decreto Municipal nº 24.396 que estabelecendo as “medidas qualificadas para o funcionamento de feiras livres durante o período de enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus (Covid-19)”.
Maior espaço de venda direta ao ar livre ao norte do Rio Doce e uma dos maiores do Estado, a feira livre de Colatina volta após quatro meses, em novo local, dia e horário: às sextas-feiras, de 16h às 22h, no estacionamento entre a Avenida Delta e a Rua José Jacinto de Assis.
A mudança para sexta-feira se faz necessária por medida de segurança. “Para diminuir aglomeração aos sábados no centro da cidade, ajudar a população no respeito ao isolamento”, argumenta o secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, José Carlos Loss Júnior.
Os produtos comercializados também mudaram, como estabelece o inciso IX do art. 3º: “não será permitida a comercialização de qualquer outro produto não hortifrutigranjeiro, a exemplo de lanches, refeições, bebidas alcoólicas, petiscos, artesanato e confecções”.
A esperança dos agricultores de Santa Maria de Jetibá&ndash, maior produtor estadual de hortifrutigranjeiros e de alimentos orgânicos &ndash, é que a decisão de Colatina influencie positivamente municípios vizinhos, que retomaram suas feira, mas ainda de forma restrita aos produtores locais, como Baixo Guandu, Santa Teresa, Pancas, Guarapari, Nova Venécia e Itarana. “Alguns já nos disseram que seguiriam o que Colatina fizesse”, disse.
Regras
Entre as regras estabelecidas no decreto municipal, estão as medidas de praxe em outras cidades, como a distância mínima de doismetros entre as barracas, o uso obrigatório de máscaras por todos os feirantes, consumidores e visitantes, a disponibilização de álcool 70% pelos feirantes para uso próprio e dos clientes, o isolamento das barracas, proibindo a entrada de clientes ou visitantes, a proibição de manipulação pelos clientes, com comercialização somente de alimentos embalados em quantidades pré-definidas, distância mínima de 1,5m entre os clientes, assim delimitada pelos feirantes, que deve evitar formação de filas em frente às barracas, destinar uma pessoa específica para o caixa em todas as barracas, não disponibilização de mesas e bancos, para não estimular permanência prolongada na feira, e o curioso inciso XV: “evitar o anúncio verbal mediante falas e ou gritos de produtos disponíveis para comercialização”.
A normativa também faz as orientações para clientes, sobre não ir à feira caso seja de grupo de risco ou estiver com sintomas gripais, e enviar apenas um membro da família, além de usar a máscara e levar recipiente com álcool gel 70% e higienizar adequadamente cada um dos produtos que adquiriu ao chegar em casa.
Aos feirantes, as recomendações, no retorno para casa e propriedades,sãoque, “antes de qualquer contato com as pessoas que permaneceram na residência, separar e ensacolar as roupas até o momento de serem lavadas, além de realizarem uma higiene completa (lavar as mãos e tomar banho)”.
A reabertura da feira livre será em caráter experimental, ressalva ainda o decreto. “Em sendo descumpridas as regras, haverá, novamente, a suspensão do seu funcionamento”. (*Com informações do site Século Diário)





