Mais lidas 🔥

Premiação internacional
Do cafezal ao Vale do Silício: capixaba conquista prêmio internacional com invenção

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Café de valor agregado
Nova modalidade de café chega ao Vale do Jequitinhonha com financiamento do BNB

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de agosto

Artigo
Ameaça à cafeicultura brasileira

Em meio à crise causada pelo novo coronavírus, os produtores das Indicações Geográficas (IGs) também estão procurando novas alternativas e uma delas é o e-commerce e as redes sociais, como já vem acontecendo com as vinícolas do Vale dos Vinhedos e os produtores de queijo da Canastra. O novo canal de venda também será adotado pelos artesãos do Nordeste, que já procuram as vendas online para enfrentar a crise, que afetou a economia do país e do mundo, atingindo principalmente os pequenos negócios.
Um dos segmentos das IG beneficiado com a pandemia foi o de vinhos, principalmente do Sul do país. “Produzimos uma vez por ano e essa safra de 2020 aconteceu quando ainda não tinha a crise do coronavírus ”, conta Jaime Milan, consultor da Aprovale, entidade gestora da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. “O vinho passou a ser a bebida da quarentena e por isso passou a ter uma grande comercialização, principalmente no e-commerce ”, comemora.
Ao contrário do vinho, o comércio de queijo da IG Canastra, em Minas Gerais, teve uma queda no início da fase de isolamento social. Muitas micro e pequenas empresas da região diminuíram a produção nesse período. Mas, segundo João Carlos Leite, presidente da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), apesar da diminuição das encomendas pelas lojas de queijos e da queda nos preços nesse período, os negócios estão sendo retomados. “Tivemos que modificar a logística e uma das alternativas foi o e-commerce, a venda pelo WhatsApp e outros canais digitais ”, explica o produtor, ressaltando que até mesmo os valores antes cobrados estão sendo retomados. “Hoje já está faltando queijo ”, observa.
No Nordeste, o principal prejudicado com a crise foi o segmento do artesanato. Por conta disso, muitos artesãos procuraram outras alternativas para sobreviver à crise. Exemplo disso foram as mulheres que trabalham com o bordado-filé, um dos produtos típicos de Alagoas e uma fonte de renda de muitas famílias do estado. “Muitas artesãs estão fazendo máscaras e enfeites ”, conta Petrúcia Lopes, vice-presidente do Instituto do Bordado Filé da IG da Região das Lagoas Mundaú-Manguaba, de Alagoas (Inbordal). “Temos que nos reinventar e nos adaptar a esse momento ”, diz a artesã, que também está criando uma plataforma de comércio online.
Mas tanto o segmento de vinhos como o do queijo e artesanato acreditam na retomada do turismo em suas regiões. Segundo os produtores, em todos os municípios onde estão localizadas as Indicações Geográficas, as prefeituras já estão adotando protocolos de segurança e higiene para receber visitantes em breve, acreditando no potencial das IGs para atrair turistas que querem conhecer produtos diferenciados e únicos, vivenciar a experiência de produção e mergulhar na cultura desses territórios.
Confira o debate sobre Indicações Geográficas e as oportunidades para os produtos típicos do Brasil nocanal do Sebraeno Youtube.




