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“O mundo está de olho na safra do Brasil”. A frase é do corretor de mercadorias da Clonal Corretora de Café, Edson Antonio Pancieri Filho. E não é para menos. As lavouras brasileiras estão parcialmente desnutridas e sofridas por causa das baixas temperaturas e ventos das últimas semanas. O Vietnã, maior produtor de robusta do planeta, enfrenta chuvas torrenciais e alagamentos que atrapalham não só a produção de grãos, mas a logística de entrega para o mercado. Junto a tudo isso, a greve de Felixtowe, o maior porto de cargas do Reino Unido, e que começou no último domingo (21) e deve durar oito dias. Para dar uma ideia do imbróglio, o porto movimenta quatro milhões de contêineres e dois mil cargueiros todos os anos.
E o agro, uma indústria a céu aberto, agora cozinha a expectativa da floração do arábica em Minas Gerais, que certamente vai ditar os níveis de preços no ano que vem. “Como a safra de 2022 foi alta e com bons ganhos de peso, as lavouras sentiram ainda mais as intempéries, ocasionando uma baixa expectativa para a safra de 2023. Além disso, as chuvas insuficientes causam apreensão nos produtores, que retêm as vendas”, explica Pancieri.
Em relação ao conilon, conta, o mercado internacional já está de olho e em busca de robusta nas origens produtoras por causa das chuvas no Vietnã, que travaram a logística do país. “E essa logística já estava muito prejudicada pela pandemia na China e pela alta dos fretes. E, agora, o travamento do porto de Felixtowe, no Reino Unido”.





