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Conforme anunciado desde o começo de junho, o Conselho Nacional do Café (CNC) realizou intenso trabalho junto ao governo federal para que os juros do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) pudessem ser reduzidos, a partir de 1° de julho. O resultado se concretizou na quarta-feira (17), em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), após o anúncio do Plano Safra 2020/21.
Segundo a Resolução N° 4.827 do Banco Central, publicada ontem (18), a taxa passou para até 6%, sendo 3% para realimentação do Fundo e flexibilidade entre 0% e 3% para spread bancário nas linhas de financiamento de Custeio, Comercialização, Recuperação de Cafezais e FAC e Capital de Giro para Cooperativas de Produção.
Para as linhas de FAC e Capital de Giro voltadas a outros mutuários, com exceção às cooperativas de produção, os juros foram reduzidos para até 7,5%, mantidos os 3% de realimentação do Funcafé e spread flexível de 0% a 4,5%.
“O governo, principalmente os ministérios da Agricultura e da Economia, foram extremamente sensíveis aos pleitos da cafeicultura. Primeiro atendendo ao pedido para a liberação antecipada dos recursos, que começaram a ser repassados no último dia 5 de junho, e, agora, com a redução dos juros, fomentando a competitividade do setor em meio à crise ocasionada pela pandemia do novo coronavírus ”, comenta Silas Brasileiro, presidente do CNC.
Anteriormente, os juros para cafeicultores e cooperativas de produção eram de até 7% e, para os demais mutuários, de até 9,5%. A Resolução N° 4.827 pode ser acessada clicando aqui.




