Mais lidas 🔥

Previsão do tempo
Vai chover no feriado de 7 de setembro? Confira a previsão em todo o Brasil

Alerta climático
ES tem 90% de chance de estiagem com El Niño

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 01 de setembro

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 03 de setembro

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 02 de setembro

Há uma ironia no momento vivido por descendentes de italianos que também trabalham com café no Espírito Santo. Enquanto famílias de origem italiana discutem até onde vai o direito à cidadania por descendência, produtores capixabas descobrem que a mesma conexão histórica com a Itália pode ajudar a construir novas rotas comerciais. No meio desse movimento está um produto que dispensa passaporte para viajar, o café.
A Itália está entre os mercados mais tradicionais e relevantes do mundo para o consumo e a transformação do café. Para o Brasil, a relação comercial é concreta. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em 2025, os italianos importaram 3,149 milhões de sacas de café brasileiro, volume que colocou a Itália na terceira posição entre os destinos do produto.
Quando o recorte é o café diferenciado, categoria que reúne qualidade superior, certificações e cafés especiais, a importância italiana aumentou ainda mais em 2026. De acordo com o Cecafé, nos quatro primeiros meses do ano, a Itália importou 250.545 sacas de cafés diferenciados, o equivalente a 12,1% das compras brasileiras desse segmento, ultrapassando os Estados Unidos, que responderam por 11,6%, e ficando atrás apenas da Alemanha, com 12,9%.
É nesse mercado que aparece Romulo Pagotto, descendente de italianos com dupla cidadania e trader especializado em cafés. Depois de viver 23 anos na Itália, ele passou a atuar como uma espécie de tradutor comercial entre duas pontas da cadeia. De um lado, produtores capixabas que querem mostrar que o Espírito Santo não é apenas um grande produtor de café, de outro, compradores italianos acostumados a um mercado em que qualidade, origem e tradição fazem parte da cultura do produto.
Para Pagotto, a cidadania teve efeito prático. “Ela abriu portas, mas principalmente ajudou a construir confiança”, resume. O documento italiano facilita sua circulação, permite que esteja fisicamente próximo dos compradores e, segundo o trader, torna mais simples o acesso a estruturas necessárias para uma operação comercial, como imóveis, galpões e abertura de empresas. Não significa, porém, que o passaporte resolva as burocracias do comércio exterior ou convença sozinho um comprador a adquirir um café capixaba.
A diferença é importante. “O comprador italiano quer saber o que está dentro da xícara, mas também quem está por trás dela”, diz. A experiência acumulada no país permite que Pagotto conheça o comportamento do consumidor, converse diretamente com empresas, entenda as demandas dos importadores e volte ao produtor brasileiro com informações que dificilmente chegariam pela simples intermediação de uma venda. A cidadania, nesse caso, funciona menos como um selo de qualidade e mais como uma ferramenta de aproximação.
Depois de tantos anos vivendo na Itália, Romulo Pagotto também aprendeu que a relação comercial com o país passa pela história do produto. “O consumidor italiano é particularmente ligado à qualidade, à tradição e à origem. Por isso, conhecer a propriedade, o produtor, a região, a colheita e o pós-colheita pode ser tão importante quanto a análise sensorial do café”. É essa combinação que ele tenta levar aos compradores, a de um produto capaz de surpreender na xícara, mas acompanhado de uma história que dê identidade ao lote.
No caso dos cafés especiais, Pagotto se apresenta como parte de uma rede que procura aproximar produtores capixabas de compradores italianos, justamente em um mercado que conhece profundamente o café, mas que também precisa ser convencido de que existem novas origens e novos perfis capazes de surpreender.
Essa distinção aparece com força quando se ouve Carolina Bridi Gomes, de Santa Teresa, cafeicultora descendente de imigrantes da Província de Trento. Na Fazenda São Bento, a história da produção começou há mais de um século com a chegada dos imigrantes trentinos ao Alto Rio Perdido. A cultura, os valores de trabalho e a dedicação foram transmitidos ao longo das gerações.
Mas a história da propriedade não é apenas uma história de imigração italiana. Quem iniciou o trabalho de produção de cafés especiais para exportação foi Luís Carlos da Silva Gomes, pai de Carolina, afrodescendente, nascido em Minas Gerais e um dos pioneiros do conilon de qualidade no Brasil. O reconhecimento veio de forma contundente no “Coffee of the Year de 2025”, quando seus cafés conquistaram o primeiro e o terceiro lugares.
Para Carolina, é justamente a união dessas trajetórias que explica o sucesso da fazenda. A herança trentina faz parte da identidade da propriedade, mas se soma à experiência e à trajetória de uma família formada por diferentes origens. “Acredito, portanto, que o sucesso da propriedade acontece pela união de culturas e valores que a diversidade proporciona”, afirma.
A posição de Carolina Gomes desloca o eixo da discussão. Se a cidadania pode facilitar a entrada de um empreendedor em determinado mercado, a ascendência não garante um lugar privilegiado na prateleira. Ela não considera que o fato de descender de trentinos atribua valor inerente ao café. Para ela, ética de trabalho, honestidade e dedicação podem ser transmitidas independentemente da origem.
O diferencial comercial, portanto, está em outro lugar. Respeito ao meio ambiente, cuidado desde o plantio até o armazenamento, tecnologia, manejo e qualidade. “Compradores estrangeiros procuram qualidade”, afirma a cafeicultora. A história familiar pode ajudar a contar quem está por trás do produto, mas é a bebida que precisa confirmar a promessa.
Carolina também acompanha com cautela a discussão sobre as novas regras de cidadania italiana. Para ela, cada país tem autonomia para estabelecer critérios para o reconhecimento, mas é necessário observar quais parâmetros são utilizados e se fatores históricos, socioeconômicos e políticos não acabam sendo atravessados por critérios de caráter xenofóbico.
Entre a lavoura e a Europa, uma nova história para o conilon
A combinação entre identidade e qualidade aparece de maneira particular no trabalho desenvolvido por Roberta Reis e família com o Khas Café- Cafés Especiais e Arte, em Alto Caxixe, em Venda Nova do Imigrante. A propriedade recebe visitantes interessados em conhecer o café, mas a proposta está longe de transformar a experiência em uma aula técnica. “Meu público não é um público entusiasta. É um público que está aqui se divertindo e aí vai fazer a experiência”, explica Roberta.
A visita acompanha o processo de produção, passa pela torra e termina à mesa, com diferentes métodos de preparo e alimentos para acompanhar. Arábica e conilon são colocados lado a lado para que a diferença entre as duas espécies seja percebida não apenas na explicação, mas na xícara. “A grande diferença é a pessoa provando”, resume.
É justamente nessa propriedade que um projeto de pesquisa pode alterar a percepção sobre o conilon. Um experimento desenvolvido com apoio de pesquisadores da Ufes, sob comando do professor Fábio Partelli, colocou a espécie em uma condição considerada pouco convencional: cerca de 1.100 metros de altitude. O trabalho começou com 25 clones. Cinco apresentaram desempenho considerado adequado tanto em produção quanto em bebida e deram origem à cultivar batizada de “Caxixe”, em homenagem à comunidade local.
Para Roberta, o nome carrega um significado que vai além da identificação de uma cultivar. “Enquanto território, a gente quis fazer essa homenagem. É uma sensação de pertencimento muito grande.”
A própria lavoura se transformou em laboratório. Ao longo do experimento, houve plantas que produziram, outras que apenas vegetaram e algumas que não resistiram ao frio. A experiência permitiu observar como diferentes materiais genéticos respondem a uma altitude em que o conilon tradicionalmente não é associado à produção comercial.
O resultado mais simbólico veio na xícara. Um dos cafés chegou a 86 pontos na avaliação sensorial. A produtividade, segundo Roberta, não alcança necessariamente os níveis observados em regiões mais baixas, mas a diferença não impede que a planta produza e, principalmente, renda uma bebida de qualidade. “Alguns professores falaram conosco que o café ia vegetar. E aí você está vendo que o café não vegeta.”
No mercado internacional, o conilon participa tradicionalmente dos blends de espresso por contribuir para corpo e crema e também é utilizado em preparos de espresso puro. A Itália, portanto, conhece e consome a espécie. O desafio está em apresentar uma versão diferente daquela historicamente associada ao café solúvel e aos produtos de menor valor agregado. “Eles estão loucos por conilon”, afirma Roberta ao falar do mercado europeu. Mas há uma ressalva. O comprador italiano conhece o conilon tradicional, enquanto o produzido em altitude ainda é uma novidade.
É justamente aí que a produtora enxerga uma oportunidade comercial. Um conilon produzido em altitude, com perfil sensorial próprio, pode desafiar a percepção tradicional sobre a espécie e apresentar aos compradores europeus uma bebida que ainda é pouco conhecida. A intenção não é substituir o conilon convencional, mas ampliar o repertório sobre o que a espécie pode oferecer.
A estratégia internacional da família, porém, vai além da cultivar Caxixe. A obtenção da dupla cidadania, portuguesa, no caso de Roberta, e italiana, no caso do marido, o engenheiro agrônomo Júlio Aguilar, abriu uma possibilidade concreta para um projeto que vinha sendo amadurecido havia alguns anos, o de aproximar a produção da família do mercado europeu.
A ideia, conta ela, é alternar períodos no Brasil e na Europa, aproveitando a cidadania para facilitar a estruturação de negócios, a abertura de empresas e a circulação entre os dois países. A família já começou a construir essa ponte. Uma prima que também obteve a cidadania italiana está na Itália e iniciou contatos com cafeterias e torrefações.
O movimento nasceu também de uma experiência anterior. Há cerca de três anos, a família fez uma viagem pela Europa dedicada ao café, visitando cafeterias na França, na Suíça e, principalmente, na Itália. Em Milão, conheceu uma cafeteria de brasileiros e ouviu de um dos proprietários uma frase que ficou como possibilidade concreta: “No dia que vocês tiverem café, é só trazer.”
A intenção agora é estruturar uma operação capaz de fazer essa conexão de forma mais ampla. A família planeja montar um armazém em uma propriedade no distrito de Aracê e, a partir dali, não trabalhar apenas com o próprio café. Roberta se imagina como uma espécie de “coffee hunter” (caçadora de café), fazendo a curadoria de cafés especiais produzidos na região e conectando pequenos produtores ao mercado externo.
“Eu posso criar uma trader, o meu armazém que vai comprar café da região e vai mandar para lá”, explica. O modelo permitiria que produtores interessados vendessem diretamente ou utilizassem a estrutura para viabilizar a exportação. A ideia é transformar a estrutura da família em uma ponte comercial entre a produção de qualidade da região e compradores internacionais.
Nesse projeto, a cidadania europeia aparece menos como argumento de venda e mais como ferramenta para reduzir barreiras burocráticas. “Eles querem café bom”, reconhece Roberta. A dupla cidadania, segundo ela, facilita a locação de espaços, a criação de empresas e a instalação de estruturas comerciais na Europa. A credibilidade, porém, continuará sendo construída naquilo que está dentro da xícara.
Essa conexão entre qualidade e mercado também passa pela rastreabilidade e pela sustentabilidade. Roberta vê um mercado crescente para cafés capazes de comprovar a origem e as condições de produção, especialmente diante de compradores europeus cada vez mais atentos às questões trabalhistas e à cadeia produtiva. “Se você tem uma rastreabilidade desse café, entrega isso na mão de um comprador, facilita, eu acho que abre portas.”
Café Zandonade oferece experiência em inglês
A combinação entre identidade, tradição e qualidade aparece de maneira diferente no trabalho desenvolvido pela família Zandonade, em Venda Nova do Imigrante. Segundo o produtor Felipe Zandonade, a internacionalização não acontece apenas pela exportação de grãos. Ela também começa na experiência oferecida ao visitante e na forma como a família apresenta a produção de café.

A propriedade recebe estrangeiros para conhecer o processo de produção, torrefação e degustação, com visitas conduzidas em inglês. Alunos de intercâmbio de uma universidade da região estão entre os grupos recebidos, e visitantes dos Estados Unidos e de diferentes países europeus já passaram pela experiência.
A família está entre as propriedades escolhidas pela universidade para apresentar aos estudantes o cultivo, a torrefação, os diferentes cafés e os métodos de preparo.


Fotos: divulgação
De acordo com Felipe, a visita é pensada menos como uma aula técnica e mais como uma experiência turística. “O visitante acompanha o processo de produção, conhece a torra e participa de uma degustação que coloca lado a lado arábica e conilon, com diferentes métodos de preparo e alimentos para acompanhar. Quando o grupo é estrangeiro, as explicações são feitas em inglês”.
A estratégia revela uma outra porta de entrada para o mercado internacional. Antes de vender o café, é preciso ensinar o estrangeiro a reconhecê-lo. “A experiência não apenas apresenta o café produzido na propriedade, mas também aproxima consumidores estrangeiros da história, da produção e dos diferentes perfis dos cafés capixabas”, relata Zandonade.
Guia rápido: o que muda para quem tem dupla cidadania portuguesa, italiana ou luxemburguesa
Ter dupla cidadania significa ser reconhecido como cidadão de dois países e, por isso, acumular direitos e deveres em ambos. Embora Portugal, Itália e Luxemburgo integrem a União Europeia (UE), há diferenças importantes nas regras de nacionalidade, reconhecimento, obrigações e benefícios.
Nacionalidade portuguesa
Principais direitos
- Direito de morar, estudar e trabalhar em Portugal e em qualquer país da União Europeia, sem necessidade de visto ou autorização de trabalho.
- Acesso ao sistema público de saúde e educação, conforme as regras de residência.
- Direito de votar e concorrer em eleições portuguesas, quando preenchidos os requisitos legais.
- Possibilidade de transmitir a nacionalidade aos descendentes, de acordo com as regras em vigor.
Obrigações
- Cumprir a legislação portuguesa quando estiver no país.
- Manter documentos atualizados, como Cartão de Cidadão e passaporte, quando necessário.
Viagens
- O passaporte português está entre os mais aceitos do mundo, permitindo entrada sem visto ou com autorização simplificada em cerca de 190 destinos, incluindo toda a União Europeia, Reino Unido, Japão e Canadá (com autorização eletrônica quando exigida). Para os Estados Unidos, continua sendo necessário obter autorização eletrônica (ESTA), já que Portugal participa do programa de isenção de visto norte-americano.
Atualizações recentes
- Portugal promoveu alterações nos últimos anos para reforçar o vínculo efetivo com o país em alguns processos de nacionalidade, especialmente para descendentes e cônjuges. Também houve mudanças nos procedimentos administrativos para acelerar parte das análises, embora o tempo de espera ainda varie bastante conforme o tipo de pedido.
Nacionalidade italiana
Principais direitos
- Direito de viver, trabalhar e estudar em qualquer país da União Europeia.
- Acesso aos serviços públicos italianos, conforme as regras de residência.
- Direito de votar nas eleições italianas e participar da vida política do país, observadas as exigências legais.
- Possibilidade de transmissão da cidadania aos descendentes, conforme a legislação vigente.
Obrigações
- Cumprimento das leis italianas.
- Atualização dos registros civis junto ao consulado ou à prefeitura italiana quando houver mudanças relevantes, como casamento, nascimento de filhos ou alteração de endereço.
Viagens
- O passaporte italiano também figura entre os mais fortes do mundo, permitindo acesso sem visto ou com autorização eletrônica a aproximadamente 190 destinos. Para viagens aos Estados Unidos, aplica-se a exigência do ESTA.
Atualizações recentes
- A cidadania italiana passou por mudanças importantes em 2025, com regras mais restritivas para o reconhecimento da nacionalidade por descendência (jus sanguinis). As alterações limitaram o alcance automático da transmissão em alguns casos e geraram questionamentos judiciais e debates sobre sua aplicação. Por isso, quem pretende iniciar um processo deve verificar qual legislação se aplica ao seu caso específico.
Nacionalidade luxemburguesa
Principais direitos
- Livre circulação, residência, trabalho e estudo em toda a União Europeia.
- Direito de votar nas eleições nacionais de Luxemburgo, conforme os critérios legais.
- Acesso aos serviços públicos do país, observadas as regras de residência.
Obrigações
- Cumprimento da legislação luxemburguesa.
- Manutenção dos registros civis atualizados quando necessário.
Viagens
- O passaporte luxemburguês oferece um dos maiores níveis de mobilidade internacional, com acesso sem visto ou mediante autorização eletrônica à maior parte dos principais destinos do mundo. Assim como Portugal e Itália, os Estados Unidos exigem apenas a autorização eletrônica (ESTA) para viagens de turismo e negócios de curta duração.
Por que muitos capixabas conseguiram essa cidadania apenas recentemente?
A imigração luxemburguesa para o Espírito Santo ocorreu principalmente entre 1840 e 1870, dando origem a comunidades em municípios como Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e regiões vizinhas. Durante décadas, muitos descendentes não tinham acesso à documentação necessária para comprovar a origem familiar.
A situação mudou após Luxemburgo criar mecanismos específicos para o reconhecimento da nacionalidade de descendentes de pessoas que haviam perdido a cidadania ao emigrar. Entre 2017 e 2018, uma legislação temporária permitiu que milhares de descendentes espalhados pelo mundo, especialmente brasileiros do Espírito Santo, recuperassem ou tivessem reconhecida a nacionalidade luxemburguesa. Desde então, novas transmissões seguem as regras gerais da legislação do país.
Direitos em comum
Independentemente de ser cidadão de Portugal, Itália ou Luxemburgo, quem possui uma dessas nacionalidades também é cidadão da União Europeia e pode:
- morar, trabalhar e estudar livremente nos 27 países do bloco;
- circular sem controle migratório interno na maior parte da Europa (Espaço Schengen);
- votar e ser candidato nas eleições municipais e para o Parlamento Europeu no país europeu onde residir, observadas as regras locais;
- receber assistência consular de outro país da União Europeia quando estiver em um local onde seu país de nacionalidade não possua representação diplomática.
Restrições e cuidados
- A dupla cidadania não elimina deveres perante o Brasil, como obrigações fiscais ou eleitorais, quando aplicáveis.
- Cada país pode exigir o uso de seu próprio passaporte na entrada e saída do território nacional.
- Alguns cargos públicos e funções ligadas à segurança nacional podem ter restrições para pessoas com múltiplas nacionalidades, dependendo da legislação de cada país.
- A residência permanente em outro país pode gerar impactos tributários, que devem ser analisados conforme a legislação local.
Vale lembrar
Ter dupla cidadania não significa estar automaticamente dispensado de vistos em qualquer lugar do mundo. A exigência depende do destino e da nacionalidade utilizada na viagem. Em geral, os passaportes português, italiano e luxemburguês estão entre os mais valorizados internacionalmente e oferecem acesso facilitado à maior parte dos países, mas destinos como Estados Unidos, Austrália e outros ainda exigem autorização eletrônica ou visto, conforme o motivo e o tempo da viagem.






Comentários 0