Mais lidas 🔥

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Dia do Agricultor
Do concreto ao cafezal: uma história de transformação no interior capixaba

Investigação
Operação prende suspeitos de fraude na comercialização de café no sul do ES

Política agrícola
Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau

Mercado do boi
Preço do boi gordo convergem entre estados produtores

O Espírito Santo é o maior produtor nacional de café conilon e passa por um momento conturbado devido à crise hídrica e a baixa nos preços do produto no mercado. Hoje, para buscar uma alternativa para a solução do problema,foirealizado o 1º Encontro das Lideranças do Agro com a Política Capixaba, no Centro de Convenções de Vitória.
O evento, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em conjunto com a Federação da Agricultura do Espírito Santo (Faes), que reúne os Sindicatos Rurais do Estado, propôs a aproximação do poder público com o agricultor e, naturalmente, a situação a cafeicultura esteveno centro dos debates.
De acordo com o secretário municipal de Agricultura e Interior de Cachoeiro de Itapemirim, Robertson Valladão, com o advento de novos cultivos e clones desenvolvidos pelo Incaper, a cafeicultura no Espírito Santo ganhou um novo impulso em produção, com ganhos significativos na produtividade.
“Os preços, até recentemente, eram suficientes para o custeio das lavouras, com resultado para a realização de novos investimentos. No entanto, há cerca de pelo menos cinco anos (desde 2014), a instabilidade dos preços, associada à queda na produção devido ao menor volume de chuvas, vem limitando a capacidade do produtor, no que diz respeito aos tratos culturais e à própria colheita. Essa situação cria um círculo vicioso, que acaba comprometendo os resultados e gerando a crise ”, destaca Valladão.
A cafeicultura está entre as atividades agrícolas mais importantes no Estado. Em Cachoeiro, por exemplo, de cada duas propriedades rurais, uma produz café (50% das 2000 propriedades). A atividade está entre as maiores geradoras de postos de trabalho, durante todo o ano e é a base de sustentação do comércio nos distritos e nas comunidades rurais.
“Qualquer que seja a redução no desempenho da cafeicultura, representa importante impacto na economia e na qualidade de vida das pessoas, em todas as áreas, inclusive, na cidade, tendo em vista que a arrecadação municipal é fortemente influenciada pela cafeicultura ”, diz.
O secretário afirma que o sistema de produção é, praticamente, o mesmo tanto no Sul quanto no Norte do Estado. Considerando que o fator mais importante, nesse momento para a cafeicultura, tem sido o comportamento dos preços no mercado, que não tem acompanhado os custos de produção, agravando a situação que já era difícil devido à baixa produtividade, motivada pela ausência de chuvas, o impacto é semelhante.
Valladão afirma que, entre as principais atividades desenvolvidas para minimizar os efeitos da crise no Sul do Estado destacam-se a assistência técnica para realização dos tratos culturais recomendados, no tempo oportuno e o esforço para a melhoria da qualidade do produto, que pode, com isso, alcançar preços melhores.
“Existem diversas propostas, da parte dos agricultores e técnicos para minimizar os efeitos da crise, e outras, de mais longo prazo, que podem levar confiança e motivação ao agricultor, como uma política de crédito para custeio e investimento, com prazos e juros compatíveis com as características da atividade, o estabelecimento de preços mínimos ou preços de referência, o apoio às cooperativas e organizações do produtor, o fortalecimento e equipamento dos órgãos oficiais de Pesquisa e Assistência Técnica, entre outras ”, completa o secretário.




