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Reciclagem de materiais produzidos nas propriedades, plantio em curva de nível para conter a erosão e inserção de vegetação entre as linhas de cultivo estão entre as práticas conservacionistas que vêm sendo trabalhadas com cafeicultores capixabas para proteger o solo, reduzir custos e sustentar a produtividade no campo. No Espírito Santo, esse conjunto de estratégias integra o projeto Cafeicultura Sustentável, que já alcança mais de 6,4 mil propriedades.
Segundo o extensionista Tassio Souza, coordenador do projeto Cafeicultura Sustentável na região sul do estado, essas ações vêm sendo adotadas para estruturar a cafeicultura de forma mais estável e eficiente, com foco na conservação do solo e no fortalecimento da produção.
“Vamos falar um pouco aqui sobre as práticas que o projeto Cafeicultura Sustentável. Aqui no Espírito Santo, elas vêm preconizando pra gente ter, de fato, a cafeicultura estruturada e conservando e trazendo aos produtores a estabilidade na produção”, afirmou.
Tassio destaca que, além de conter processos erosivos, essas práticas contribuem para a fixação de nitrogênio, o aumento da matéria orgânica e o enriquecimento da biota do solo. Com isso, há melhora na ciclagem de nutrientes e redução da dependência de fertilizantes externos.
Na prática, segundo ele, o resultado aparece tanto na proteção da lavoura quanto na economia para o produtor, sem perda de desempenho no campo. “A gente sempre preconiza aos produtores rurais inserirem em meio às suas linhas vegetação que possa contribuir com a fixação de nitrogênio, fixação de matéria orgânica pra trazer um enriquecimento da biota do solo, protegendo e, ao mesmo tempo, proporcionando uma ciclagem de nutrientes que possibilita ao produtor economia por conta da redução de aporte externo de fertilizantes e, ao mesmo tempo, protegendo e contribuindo para as suas altas produtividades”, disse.
Celebrado na terça-feira (14), o Dia Nacional da Conservação do Solo reforça a importância de práticas que aliam sustentabilidade, eficiência e resiliência produtiva. Na cafeicultura capixaba, esse cuidado tem se consolidado como parte estratégica do manejo e da permanência da produtividade ao longo do tempo.





