Conilon em altitude surpreende pela qualidade

O clima mais frio influencia também no tamanho dos frutos

As lavouras experimentais de café conilon cultivadas a mais de 600 metros de altitude têm apresentado bons resultados e despertado a curiosidade de produtores capixabas e especialistas do setor. O conilon, que normalmente é cultivado em regiões mais quentes, possui grão menor. Nesse experimento nas alturas, está com um tamanho maior e qualidade superior ao que normalmente apresenta. Para fugir da produção irregular do arábica, o cafeicultor de Santa Teresa, Luiz Carlos Gomes, começou a produzir o conilon a aproximadamente 650 metros de altitude.


“O arábica produz muito em um ano e no outro quase nada. Então, resolvi plantar o conilon experimentalmente. O resultado foi que o robusta está mais uniforme, pois no decorrer do tempo a planta se adaptou ao clima ”, explica.


Já na região sul do estado, em Cachoeiro de Itapemirim, a aproximadamente 600 metros de altitude, o produtor Amarildo Pancini também produz o conilon. Atualmente ele está colhendo os frutos de uma lavoura de quatro anos, com grãos um pouco maiores e se destacando também pelo sabor mais adocicado. O experimento e os resultados positivos são frutos do conhecimento. Os dois produtores são atendidos pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar- ES, que oferece assistência continuada.


O engenheiro agrônomo e supervisor do programa, Luiz Alberto Nunes, explica que os bons resultados se devem à altitude, que influencia no tipo de conilon produzido. “A temperatura e a radiação solar influenciam na fisiologia da planta, fazendo com que o grão fique maior, com mais polpa e mais açúcar. Por isso, testes estão sendo feitos e os resultados estão realmente surpreendentes ”, disse.

Na lavoura de conilon do cafeicultor Luiz Carlos Gomes os grãos estão maiores e a bebida naturalmente superior (Divulgação/Luiz Carlos Gomes)


ATeG

O ATeG oferece assistência técnica e gerencial continuada, por até dois anos, incentivando a produção e competitividade do setor cafeeiro. O produtor Amarildo Pancini lembra a importância das técnicas ensinadas pelo programa para a sua produção. “Com o ATeG aprendi técnicas de poda, adubação e análise, o que me auxiliou a melhorar a qualidade e a quantidade de café, aumentando minha produção ”, disse. Atualmente, o programa assiste 752 propriedades, em 43 municípios capixabas. (*Fonte: Asscom Faes)

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