Mais lidas 🔥

Relatório IMBR Agro
El Niño na safra 2026/2027: saiba como ficarão as chuvas em cada região e qual será o mês mais crítico

Redes sociais
Brasil terá um megaterremoto em setembro? Rede Sismográfica desmente previsão

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Infraestrutura a serviço do agro
Complexo logístico com pista de pouso deve reunir mais de 20 empresas em Pinheiros

Previsão do tempo
Fim de semana traz alerta de ventos fortes em 11 cidades do Espírito Santo

As altas temperaturas registradas, a precipitação abaixo da média e a consequente diminuição de reservas hídricas, são os fatores que causam maior alerta. As condições atuais das lavouras de conilon no norte e noroeste do estado do Espírito Santo, região de extrema relevância no cultivo da variedade, levam à sugestão de uma diminuição de produtividade para 2024.
De acordo com o engenheiro agrônomo Perseu Fernando Perdoná, que atua como consultor técnico na região, o próprio momento atual da cultura implica em maior sensibilidade às ondas de calor. “É importante considerar que os cafeeiros estão em fase de expansão de fruto, o que torna os grãos em formação mais vulneráveis às altas temperaturas”, avalia.
Aliado a isso, a limitação hídrica, o comprometimento do sistema radicular das plantas em razão da exposição solar e a incidência de algumas pragas nas áreas produtivas, causam um agravo à situação atual.
Embora ainda seja precoce mensurar índices para a quebra da produção, no momento é possível considerar perdas entre 15% e 25%.
Contudo, é importante frisar que esses percentuais poderão sofrer variações, em face das particularidades de cada região e, até mesmo, em função de condições climáticas futuras, que ainda não podem ser antevistas, mas devem ser consideradas.
A Cooabriel, maior cooperativa de café conilon do país, concentra grande parte de suas unidades nas regiões que estão enfrentando o clima atípico. O presidente da instituição, Luiz Carlos Bastianello, afirma que ao estimar possibilidades de perdas, o propósito não é causar alarde.
“Neste momento é importante discutir sobre uma realidade que exige atenção, para que os cafeicultores possam avaliar quais as medidas de enfrentamento mais assertivas, a fim de mitigar os efeitos que essa situação de crise pode causar, especialmente com relação à safra 2024”, analisa.




