Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Conheça a banana Ambrosia, nova cultivar resistente a doenças, alagamentos e seca

Turismo e eventos
Confira a nova data da Festa do Morango de Pedra Azul, em Domingos Martins

Preço do café
Preço do café recua em abril e atinge menor nível em meses

As altas temperaturas registradas, a precipitação abaixo da média e a consequente diminuição de reservas hídricas, são os fatores que causam maior alerta. As condições atuais das lavouras de conilon no norte e noroeste do estado do Espírito Santo, região de extrema relevância no cultivo da variedade, levam à sugestão de uma diminuição de produtividade para 2024.
De acordo com o engenheiro agrônomo Perseu Fernando Perdoná, que atua como consultor técnico na região, o próprio momento atual da cultura implica em maior sensibilidade às ondas de calor. “É importante considerar que os cafeeiros estão em fase de expansão de fruto, o que torna os grãos em formação mais vulneráveis às altas temperaturas”, avalia.
Aliado a isso, a limitação hídrica, o comprometimento do sistema radicular das plantas em razão da exposição solar e a incidência de algumas pragas nas áreas produtivas, causam um agravo à situação atual.
Embora ainda seja precoce mensurar índices para a quebra da produção, no momento é possível considerar perdas entre 15% e 25%.
Contudo, é importante frisar que esses percentuais poderão sofrer variações, em face das particularidades de cada região e, até mesmo, em função de condições climáticas futuras, que ainda não podem ser antevistas, mas devem ser consideradas.
A Cooabriel, maior cooperativa de café conilon do país, concentra grande parte de suas unidades nas regiões que estão enfrentando o clima atípico. O presidente da instituição, Luiz Carlos Bastianello, afirma que ao estimar possibilidades de perdas, o propósito não é causar alarde.
“Neste momento é importante discutir sobre uma realidade que exige atenção, para que os cafeicultores possam avaliar quais as medidas de enfrentamento mais assertivas, a fim de mitigar os efeitos que essa situação de crise pode causar, especialmente com relação à safra 2024”, analisa.




