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Os preços internos e externos do café arábica registram bom ritmo de recuperação neste mês. Na parcial de novembro (até dia 18), a média do Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 459,61/saca de 60 kg, alta de 9% frente à de outubro e a maior desde novembro/18, em termos reais (os números foram deflacionados pelo IGP-DI de outubro/19).
Esse cenário fez com que compradores e vendedores retornassem ao mercado, elevando o volume comercializado de café da safra 2019/20 em novembro. Assim, segundo levantamento do Cepea, a quantidade de café negociada nas regiões acompanhadas ultrapassou os 60% do total produzido na temporada. Em outubro, o volume vendido estava entre 40 e 60%, a depender da praça.
Regionalmente, o Noroeste do Paraná é a praça com o maior percentual já comercializado, atingindo de 80 a 85% da safra. Na Zona da Mata (MG), as vendas de café se aproximam de 75%. Na Mogiana (SP) e no Sul e Cerrado Mineiros, os volumes negociados estão próximos de 70%. Por fim, em Garça (SP), cerca de 60% do volume total produzido já foi vendido.
Para agentes consultados pelo Cepea, caso as cotações continuem firmes, os mercados spot e para entrega futura ainda podem registrar alguns negócios. No caso dos fechamentos com entrega futura, a liquidez já tem sido elevada, com o café para entregas em setembro/20 negociado acima de R$ 500/sc.
ROBUSTA
Os preços do café robusta também avançaram na primeira quinzena de novembro. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 teve média de R$ 300,89/sc de 60 kg na parcial do mês (até o dia 18), elevação de 4,4% em relação a outubro. Para o tipo 7/8, a cotação foi de R$ 291,98/sc, alta de 4,9% no mesmo comparativo. Os preços de ambos os tipos também são os maiores desde março deste ano (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de out/19).
Este cenário e a maior demanda pela variedade elevaram a liquidez interna, especialmente para o café robusta tipo 7/8. Na primeira quinzena de novembro, o volume de café da safra 2019/20 comercializado no Espírito Santo estava próximo de 60%. Em Rondônia, as vendas estão ainda mais avançadas, sendo que aproximadamente 85% do volume total produzido já estava comprometido.
EMBARQUES
Em outubro, as exportações de café verde brasileiro (considerando-se arábica e robusta) totalizaram 3,1 milhões de sacas de 60 kg, queda de apenas 0,2% frente a setembro, segundo o Cecafé (Conselho de Exportadores de Café do Brasil). Em relação a outubro/18 (quando as exportações atingiram recorde), o recuo foi de 14,1%. Vale apontar que, apesar da queda, os embarques têm se mantido acima das 3 milhões de sacas nestes meses iniciais de 2019/20, podendo refletir em vendas totais elevadas ao final desta temporada.




