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A colheita de café no Brasil voltou a avançar neste início de julho, impulsionada pelo tempo mais seco nas principais regiões produtoras. Apesar da retomada, o ritmo dos trabalhos ainda está abaixo do registrado em anos anteriores para o mesmo período, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O atraso é reflexo das chuvas atípicas registradas em junho, que limitaram as atividades em parte das áreas cafeeiras. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, várias praças ainda não alcançaram metade da colheita. No mesmo período do ano passado, muitas dessas regiões já haviam superado 50% da área colhida.
Embora o clima mais firme dos últimos dias tenha permitido a retomada dos trabalhos, pesquisadores do Cepea apontam que as preocupações permanecem. Um dos principais pontos de atenção é a qualidade dos cafés colhidos, que pode ter sido afetada pela umidade elevada e pela demora no avanço da colheita.
Além disso, o setor acompanha os possíveis efeitos do El Niño nos próximos meses. O fenômeno pode provocar dias mais quentes nas regiões produtoras, o que aumenta o risco de impactos durante a florada e, posteriormente, no enchimento dos grãos da safra 2027/28.
Diante desse cenário, produtores e agentes do mercado seguem atentos ao comportamento do clima. A evolução da colheita nas próximas semanas será decisiva para avaliar tanto o volume efetivamente colhido quanto a qualidade do café brasileiro nesta temporada.





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