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A analista sênior do Rabobank, Aline Aguiar, comentou durante o Fórum Estadão Agronegócio Sustentável, promovido em parceria com a Apex Brasil, que a certificação de commodities agrícolas é cada vez mais exigida no comércio global e que ela abre mercados. “Alguns mercados só deram abertura ao Brasil em soja, cana e café depois de certificações”, disse.
Ela mencionou um episódio em 2010, em que usinas filiadas à União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) só conseguiram exportar etanol para a Califórnia, nos Estados Unidos, depois que a entidade brasileira determinou que o etanol era um combustível avançado.
“Vemos também abertura grande no mercado internacional para soja, café e outras commodities. Como banco global que somos, com sede na Holanda, observamos também que há compradores externos interessados em commodities agrícolas do Brasil, como o algodão”, disse Aline Aguiar. “E, quando a fibra tem algum tipo de certificação, eles pagam um prêmio por isso”, completa.
O diretor executivo de P&D da Embrapa, Celso Luiz Moretti, disse, no mesmo painel, que a onda digital que se vê atualmente ainda está no início e vai facilitar muito a rastreabilidade e a certificação de processos. “Isso certamente vai auxiliar na certificação dos nossos produtos lá fora”, enfatizou Moretti, acrescentando que certificações são cada vez mais exigidas.
“Chegará o momento em que será possível acompanhar uma lavoura em tempo real, ver como ela foi colhida. E, quanto mais rápido entrarmos nessa tecnologia que permita uma rastreabilidade e maior nível de certificação teremos uma agricultura cada vez mais sustentável e uma participação mais efetiva no mercado, que está demandando isso”, conclui. (*Fonte: CNC)





