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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) manifestou preocupação diante do início do processo do governo federal que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta à taxação de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo o café.
A entidade considera a medida prematura e defende que o momento exige a manutenção do diálogo com autoridades norte-americanas e representantes do setor privado. Segundo o Cecafé, adotar a lei nesse estágio pode dificultar as negociações, tanto entre empresas quanto entre os governos, e comprometer a relação com os principais compradores do café brasileiro.
Na próxima semana, o Cecafé integrará a comitiva coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que terá encontros nos EUA com escritórios de advocacy, a National Coffee Association (NCA), representantes da indústria cafeeira, o Departamento de Estado, além de participar de evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA e de audiência pública sobre a taxação prevista na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
O objetivo da agenda é reforçar informações sobre a importância da cafeicultura brasileira no comércio bilateral. Os Estados Unidos são destino de 16% das exportações do café do Brasil e mais de 30% do consumo norte-americano depende do produto nacional.
O Cecafé também ressaltou que o setor de cafés verdes não foi contemplado em programas de apoio anunciados pelo governo federal. Para a entidade, o início de um processo de retaliação pode gerar efeito contrário ao desejado, criando um ambiente de maior tensão nas reuniões nos EUA e até abrir espaço para uma nova resposta retaliatória do governo norte-americano.





