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O Conselho Nacional do Café (CNC) afirma que o Brasil estará plenamente preparado para atender à Regulamentação Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) antes do prazo final de 31 de dezembro de 2025. Duas ferramentas públicas e gratuitas de rastreabilidade, desenvolvidas pelo governo federal, entrarão em operação ainda este ano: a plataforma criada pela Conab em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a solução AgroBrasil+Sustentável, estruturada pelo Serpro.
Mesmo com a possibilidade de prorrogação da regulamentação pela União Europeia, o CNC avalia que o país já dispõe de condições técnicas, legais e operacionais para garantir a conformidade ambiental das exportações de café. A entidade destaca que a maior parte das cooperativas brasileiras exporta com certificações reconhecidas internacionalmente, Denominações de Origem e Indicações de Procedência, assegurando rastreabilidade e padrões socioambientais elevados.
Além das soluções governamentais, o setor contará também com plataformas privadas, como a da Serasa Experian, além de sistemas próprios de cooperativas. A leitura do CNC é que a disponibilidade de diferentes caminhos tecnológicos fortalece o atendimento às regras europeias e amplia o suporte aos produtores.
Para o presidente do CNC, Silas Brasileiro, a preparação brasileira resulta de um esforço técnico e institucional conduzido com transparência e agilidade. Ele ressalta o trabalho do MAPA, da Conab e das equipes envolvidas na construção das plataformas públicas, com destaque para o diretor do Decap/SDI, Clecivaldo de Sousa Ribeiro, e para o secretário Marcelo Fiadeiro. Segundo ele, o compromisso tem sido garantir que produtores de todos os portes, especialmente os pequenos, tenham acesso facilitado e gratuito às ferramentas via gov.br.
Silas também enaltece a atuação da Conab, citando o diretor Sílvio Porto e o superintendente Aroldo Neto pelo avanço no uso de tecnologia e inteligência de dados na cafeicultura.
Com a consolidação das plataformas governamentais e a adesão da cadeia produtiva, o Brasil busca reafirmar sua posição como líder mundial em produção sustentável, alinhado às exigências dos mercados internacionais e respaldado por governança ambiental e capacidade técnica.





