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Os gafanhotos que estão sobre quatro municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul já causam grande desfolhamento na mata nativa da região. Fiscais agropecuários, que monitoram os insetos, sobrevoaram a área na última sexta-feira (4) e puderam verificar os danos.
“A estimativa é de 20 a 30 hectares de mata nativa com severos danos, inserida na Reserva Indígena Inhacorá. Notamos que os danos se concentram na mata contínua, não sendo observados em outros remanescentes devido à interrupção ocasionada pelas áreas de lavoura ”, explica o fiscal estadual agropecuário, André Ebone.
As equipes em terra verificaram que também há alguma presença da praga em áreas agrícolas, porém com pouca mobilidade e poucos danos. No momento, o caso está sendo tratado como um surto da espécie, onde os mais jovens tendem a sair mais da mata nativa, mas não se deslocam para longe, ficando ao redor do seu habitat.
Com a chuva deste final de semana os insetos não avançaram. A umidade dificulta a mobilidade e causa doenças e fungos nos insetos que preferem calor e seca. As equipes seguem no local e pede que os produtores não façam o controle químico para não gerar desequilíbrio ambiental. A região é grande produtora de soja.




