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A repressão na fronteira dos Estados Unidos com o México determinada pela gestão do presidente Donald Trump visando ao combate do fentanil – um anestésico 100 vezes mais forte do que a morfina e 50 vezes mais viciante do que a heroína – resultou em mais apreensão de ovos do que da droga. As informações são do jornal The Telegraph.
Citando dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), a publicação britânica informa que foram registradas 3.768 apreensões de produtos avícolas contra 352 de fentanil. O aumento de 36% nas interceptações de ovos em todo o país é atribuído à alta nos preços, com um crescimento ainda mais significativo em áreas como Texas e San Diego.
A diferença de preço entre os ovos nos EUA e em outros países é apontada como principal motivo para o contrabando, ainda segundo o The Thelegraph. O surto de gripe aviária, que forçou o abate de rebanhos inteiros, é um dos fatores que impulsionaram os preços dos ovos nos EUA, levando a situações como a venda de ovos individuais em bodegas de Nova York.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou um investimento de até US$ 1 bilhão (R$ 5,72 bilhões) para combater a alta dos preços, incluindo medidas de biossegurança em granjas. A importação não oficial de ovos é proibida devido ao risco de propagação de doenças.
Do US$ 1 bilhão anunciado pela USDA, US$ 100 milhões (R$ 572 milhões) estão planejados para serem investidos em vacinas. Segundo a Associated Press, isso só não foi posto em prática antes devido à preocupação com as exportações de frango, que valem bilhões.
As vacinas contra a gripe aviária poderiam evitar o abate de milhões de frangos, impactando o preço dos ovos nos EUA. De um lado, produtores de ovos e perus, mais afetados pelo vírus, apoiam a vacinação. De outro, produtores de carne de frango temem impactos nas exportações. No meio disso tudo, fica o consumidor, que chega a pagar até US$ 6 (R$ 34,34) a dúzia dos ovos nos Estados Unidos.



