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A produção de mamão no Espírito Santo encerrou 2024 com recuperação em relação ao ano anterior e reafirmou o protagonismo do estado como o segundo maior centro brasileiro da fruta. Foram colhidas 398 mil toneladas, volume 13% superior ao registrado em 2023, apoiado pelo aumento da área cultivada e pela manutenção de um elevado padrão de produtividade.
Após registrar queda na área e no volume produzido em 2023, a cadeia voltou a crescer em 2024. A área colhida passou de 5.971 para 6.731 hectares, enquanto o rendimento médio manteve-se em patamar elevado, alcançando 59.143 kg/ha. O comportamento da produtividade segue estável desde 2020, variando pouco em torno dos 60 mil quilos por hectare — nível que coloca o Espírito Santo entre os estados mais eficientes do país na produção da fruta.
A série histórica mostra oscilações marcantes entre 2014 e 2024. O estado atingiu sua maior produção em 2021, com 439,5 mil toneladas, seguida de retração nos anos seguintes. Mesmo assim, o mamão permanece como uma das cadeias mais consistentes do agronegócio capixaba, com forte capacidade de recuperação e alto grau de tecnificação.
A produção é amplamente concentrada no Norte capixaba. Em 2024, Pinheiros liderou o ranking estadual com 96 mil toneladas (24,11%), seguido por Montanha (90 mil t), Linhares (60 mil t), São Mateus (32,5 mil t) e Boa Esperança (30 mil t). Juntos, esses cinco municípios responderam por mais de 77% de toda a produção capixaba.
Com produtividade elevada, forte presença regional e capacidade de resposta rápida às condições de mercado e clima, o mamão segue como uma das culturas mais importantes do Espírito Santo, sustentando renda, empregos e exportações ao longo de todo o ano.






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