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A produção de maracujá no Espírito Santo chegou ao menor nível desde 2014. Em 2022, foram 650 hectares de área colhida, contra 2.463 hectares em 2014. Na esteira da queda das terras plantadas, a produção passou de 70.335 toneladas em 2014 para 14.282 toneladas em 2022. A boa notícia é que o rendimento médio permaneceu quase no mesmo patamar, passando de 28.557 quilos por hectare em 2014 para 21.972 quilos por hectare em 2022.
Segundo o pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Luiz Carlos Caetano, a queda na área plantada se deve desde ao desestímulo na cadeia de produção até a alta incidência de pragas e doenças. As pragas mais comuns são as lagartas da folha, a broca da haste e os percevejos. O maracujá pode ser cultura única ou instalada no início de implantação de uma lavoura de café, explica o pesquisador. No entanto, hoje uma lavoura de maracujá produz por, no máximo, dois anos, por conta de pragas e doenças.
É sabido que o maracujá é um fruto que se adapta melhor às terras quentes, litorâneas e com alta incidência de luz solar. Mas o trabalho de pesquisa mostra que é possível sim produzir em locais de temperatura mais amena. “Estamos trabalhando em uma fazenda em Santa Maria de Jetibá com cultivares que podem ser mais resistentes ao frio. São cultivares que já estão no mercado, a maior parte de maracujá azedo, mas também maracujás doces e outros silvestres”, salienta.
“Estamos fazendo estudos sobre a cultura e na fase final de um projeto para adaptação de novas cultivares no Espírito Santo. A pesquisa é conduzida nas regiões Sul, Serrana e Norte”, explicou o pesquisador.
O Incaper publicou, em 2023, um estudo sobre a cadeia produtiva de maracujá no Espírito Santo que mostra que o cultivo da fruta já esteve presente em 85% dos municípios capixabas. No entanto, houve um um estreitamento sério da área de produção. Atualmente, os maiores produtores são Sooretama, que responde por 15,87% da produção capixaba, seguido de São Mateus (11,03%), Jaguaré (7,28%), Pinheiros (7,11%), Linhares (7%) e Pedro Canário (5,74%).
“O Espírito Santo possui aptidão para o cultivo do maracujazeiro, embora o potencial produtivo esteja reprimido. As causas da redução da produtividade do maracujazeiro são de natureza biótica e abiótica e interagem de maneira significativa com o genótipo, deixando clara a importância da escolha da cultivar mais bem adaptada a determinado ambiente”, aponta o estudo.
Para alavancar a cadeia, a publicação sugere algumas ações, como fomento de mudas sadias e certificadas, proximidade com os produtores, capacitação para manejo de pragas e doenças, crédito ao produtor, implantação de unidades de observação e demonstração de produção com cultivares com maior produtividade e resistentes a doenças e pragas, métodos de produção que resultem em maior produtividade e menor custo para o produtor, pesquisas aprofundadas sobre as causas das oscilações históricas nos preços do fruto, incentivo para o cultivo em outras áreas, entre outras.




