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“Se tem barrinha, eu tô dentro!” A frase, dita com bom humor pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, caiu no gosto dos capixabas e viralizou nas redes sociais. Na brincadeira, ele se refere ao torresmo — crocante, gorduroso e irresistível — como sua “barrinha de cereal preferida”, numa ironia divertida que mistura bom paladar e aquele humor que todo mundo gosta.
Além de dar um toque de simpatia à rotina política, a paixão gastronômica de Casagrande abriu espaço para falar de um dos petiscos mais amados do Brasil. Presente em botecos, festas e até em pratos mais sofisticados, o torresmo é um ícone da culinária brasileira. Mas, por trás do sabor irresistível, ele levanta dúvidas comuns sobre preparo, valor nutricional e moderação.
Como é feito o torresmo?
O torresmo tradicional é feito com a barriga do porco — também conhecida como panceta — ou com a pele suína, e sua preparação envolve basicamente sal, gordura e paciência. Primeiro, a carne é cortada em cubos ou tiras, temperada e cozida lentamente na própria gordura, até perder a água e começar a pururucar. Depois, a temperatura do óleo é aumentada para garantir a crocância.
Em algumas regiões, é comum cozinhar os pedaços em água antes de fritar, para garantir uma textura mais macia por dentro. Há também quem faça no forno ou na airfryer, para reduzir o uso de óleo — alternativas que vêm ganhando espaço em cozinhas mais saudáveis.
Qual parte do porco é o torresmo?
O torresmo é, geralmente, feito da barriga ou da pele do porco, partes ricas em gordura e sabor. Quando é utilizado apenas o couro suíno, o resultado costuma ser mais leve e aerado — é o famoso torresmo pururuca. Já a versão com panceta inclui também carne e gordura, ficando mais suculenta.
É saudável comer torresmo?
Os nutricionistas são claros: o torresmo é fonte de proteína e não contém carboidratos, o que pode atrair quem segue dietas low carb. Porém, ele também é rico em gordura saturada e sódio, o que exige moderação no consumo. Em outras palavras, dá para incluir o torresmo na dieta — desde que não seja todo dia e que seja feito com cuidado.
Além disso, a forma de preparo influencia bastante: torresmos fritos em óleo reaproveitado ou industrializados são mais prejudiciais do que os caseiros, feitos com ingredientes frescos e gordura de porco de boa qualidade.
Como fazer para o torresmo não ficar duro?
Um torresmo duro é o pesadelo de qualquer cozinheiro. Para evitar isso, algumas dicas são essenciais:
- Corte uniforme: pedaços do mesmo tamanho fritam por igual.
- Pré-cozimento: cozinhar os pedaços em água com sal antes de fritar ajuda na textura.
- Fritura lenta e temperatura controlada: começar em fogo baixo para desidratar e depois aumentar para pururucar.
- Descanso na gordura: deixar o torresmo “repousar” no óleo antes da fritura final ajuda na crocância.
Com moderação, torresmo também é alegria
A fala do governador Casagrande, além de arrancar risos, é o retrato de muitos brasileiros: a comida afetiva, saborosa, que faz parte das reuniões de família e das rodas de amigos. E como qualquer paixão nacional, o torresmo merece espaço — com equilíbrio e informação.
No fim das contas, ele pode não ter fibras ou vitaminas, mas com um bom preparo e consumo moderado, pode sim ser sua “barrinha de cereal” do fim de semana. E quem somos nós para discordar do governador?





