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O Espírito Santo se tornou referência nacional quando o assunto é turismo de experiência. O estado foi escolhido como sede do projeto-piloto do Polo Sebrae de Turismo de Experiência, com o intuito de desenvolver soluções estratégicas que possam ser replicadas em todo o país. A iniciativa, busca estruturar e fortalecer pequenos negócios voltados ao turismo, por meio da formatação de produtos de experiências autênticos e conectados às tendências do mercado.
A coordenadora de Turismo do Sebrae Nacional, Germana Barros Magalhães, explicou que as soluções desenvolvidas pelo Polo são voltadas para capacitações, consultorias, oficinas, palestras, entre outros assuntos. A temática será implementada inicialmente nos empreendimentos que estão no Distrito Turístico de Pindobas, em Venda Nova do Imigrante, onde está localizada a sede do Polo. A escolha se deu pelo fato do estado se destacar nacionalmente pela diversidade e qualidade de seus produtos turísticos de experiência.
Germana contou que o piloto está sendo aplicado em três etapas: identificação do produto, conexão com o mercado e formatação da oferta. “Estamos testando uma nova abordagem de atendimento ao cliente, mais continuada e transformadora. A ideia é que esse modelo possa ser replicado em todo o Brasil, respeitando a maturidade de cada território e do negócio”, explica.

Para a gestora do Polo Sebrae de Turismo de Experiência, Renata Vescovi, o Polo entra na fase de aplicação prática das soluções desenvolvidas a partir de estudos de inteligência realizados anteriormente. Algumas delas como palestra, oficina e diagnóstico, já foram aplicadas, e agora em julho será a vez de testar as consultorias de mercado e da formatar os produtos de experiência.
A jornada de atendimento do Sebrae para o Turismo de Experiência foi dividida em seis etapas: Identificação do perfil do negócio; Análise da integração, oferta e mercado; Desenho do produto de turismo de experiência; Validação do produto de turismo de experiência; Acesso ao mercado e avaliação contínua, pensadas em forma de soluções, nas versões digital e presencial, para estruturar produtos de turismo de experiência.
“A expectativa é de que, até agosto, todas as soluções tenham sido testadas, validadas e ajustadas, preparando o caminho para sua futura aplicação nos empreendimentos de todo o Brasil. Nesse sentido, o Espírito Santo assume um papel de protagonismo nacional”, afirmou Renata Vescovi.
Em Venda Nova do Imigrante, considerada a capital nacional do agroturismo, dez empreendimentos estão sendo avaliados. “Queremos saber se o empresário já tem um produto estruturado ou se ainda está na fase da ideia. A partir disso, direcionamos o atendimento para a etapa mais adequada”, disse Graziele Vilela, da empresa Turismo 360, contratada para executar a formatação do projeto.
O projeto também representa uma mudança de paradigma dentro do próprio Sebrae. “Antes, trabalhávamos muito com roteiros institucionais. Agora, o foco é o empresário e sua visão de mercado. Queremos ajudá-lo a posicionar seu produto para o público certo, inclusive com potencial internacional”, destacou Germana.
Após o piloto, que está sendo estruturado, a metodologia será ajustada e aplicada em outros estados antes de ser nacionalizada. A expectativa é que o modelo contribua para fortalecer o turismo de experiência como vetor de desenvolvimento econômico e valorização cultural em diversas regiões do Brasil.





