Mais lidas 🔥

Frio intenso no Hemisfério Norte pode indicar um inverno mais rigoroso no Brasil em 2026?

Demanda pelo "ejiao"
Cientistas contestam decisão judicial que libera abate de jumentos; peles vão para a China

Previsão do tempo
Molion prevê década de frio até 2035; primeira onda polar deve chegar ao Brasil em maio

Previsão do tempo
Quinta ZCAS de 2026 provoca chuva intensa em oito estados até março

Anuário do Agronegócio Capixaba 2025
Turismo rural no Espírito Santo: as histórias de quem está construindo a história

Os preços do suíno vivo no mercado doméstico permaneceram firmes ao longo de 2025, sustentados pelo aumento das demandas interna e externa e por uma oferta controlada. Paralelamente, as cotações do farelo de soja, um dos principais insumos da atividade, operaram em patamares reduzidos, favorecendo a rentabilidade do setor.
Esse cenário resultou no maior poder de compra já registrado do suinocultor paulista frente ao farelo de soja, segundo a série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, iniciada em 2004. O indicador reflete a combinação de preços elevados do animal e custos mais baixos de alimentação, principal componente do custo de produção.
Em média anual, o suíno vivo posto na indústria da praça SP-5 foi comercializado a R$ 8,56kg no ano, 6,5% acima registrado em 2024. Trata-se do maior patamar real desde 2020, considerando a deflação pelo IGP-DI. O pico de preços ocorreu em setembro, quando a cotação atingiu R$ 9,25kg na região.
Assim como nos anos recentes, o desempenho do setor foi impulsionado pela expansão das exportações brasileiras de carne suína. De janeiro a novembro, os embarques somaram 1,35 milhão de toneladas, crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume já superou todo o total exportado em 2024, que havia sido de 1,33 milhão de toneladas, segundo dados da Secex.
O avanço das vendas externas contribuiu para que o Brasil alcançasse a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína, de acordo com o USDA. O resultado é atribuído a ações voltadas à abertura e consolidação de novos mercados, além do fortalecimento da capacidade produtiva e logística do setor.
Entre os principais destinos, as Filipinas mantiveram a liderança em 2025, com mais de 350 mil toneladas de carne suína brasileira adquiridas ao longo do ano.





