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O preço do feijão registrou nova alta em março e atingiu o maior nível da série histórica do Cepea em parceria com a CNA, iniciada em setembro de 2024. O avanço ocorre após o valor médio do feijão carioca superar o de fevereiro, consolidando uma tendência de valorização ao longo de 2026.
De acordo com os dados mais recentes, o feijão carioca de maior qualidade (notas 9 ou superiores) apresentou preço médio, até 26 de março, 8,3% acima do registrado em fevereiro. Em comparação com março de 2025, o aumento chega a 34%. No acumulado do primeiro trimestre deste ano, a alta já atinge 48,3%, evidenciando a pressão sobre o mercado.
Além disso, o feijão carioca com notas entre 8 e 8,5 também registrou elevação. A média parcial de março supera em 7,1% a de fevereiro e está 42,2% acima da verificada no mesmo período do ano passado. No trimestre, o avanço acumulado chega a 43,9%, reforçando o movimento consistente de valorização.
No caso do feijão preto, os preços permanecem em patamar elevado, embora com variações mais moderadas. A média de março apresentou leve alta de 0,11% em relação ao mês anterior e avanço de 0,4% na comparação anual. Ainda assim, o acumulado dos três primeiros meses de 2026 indica recuperação expressiva de 32,2%.
Segundo pesquisadores do Cepea, o cenário de alta está diretamente ligado à restrição de oferta no mercado. Entre os fatores que influenciam esse movimento estão as dificuldades enfrentadas durante a colheita, a redução de área cultivada na primeira safra e a expectativa de menor produção na segunda safra, especialmente no estado do Paraná. Esses elementos, combinados, têm sustentado os preços em níveis elevados ao longo do ano.




