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As mudanças climáticas previstas para os próximos anos podem afetar diversos setores da sociedade, assim como a agricultura. O tema foi assunto de mais uma oficina do Pedeag 4, realizada na tarde dessa quarta-feira (23), no auditório da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em Vitória. Na ocasião, foram discutidos os impactos das mudanças climáticas na produção agrícola e as medidas de adaptação sob a percepção de produtores rurais.
A atividade agrícola é altamente dependente de fatores climáticos, por isso, as mudanças no clima podem afetar a produção causando perdas significativas nas safras. Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, quem está na linha de frente em relação às mudanças climáticas é o produtor rural.
“O efeito das mudanças climáticas na agricultura tem um impacto bastante significativo. O agronegócio é extremamente influenciado por fatores climáticos, como chuva, umidade, calor extremo e essas mudanças são os principais fatores de risco para as atividades agrícolas. Vamos trabalhar para tentar minimizar o impacto dessas mudanças com o uso de tecnologias poupadoras de recursos naturais, com modos de produção de baixo carbono, com manejo adequado, melhoramento genético por meio de materiais genéticos resistentes a secas e temperaturas mais elevadas”, ressaltou Enio Bergoli.
Para o engenheiro Florestal, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e palestrante no encontro, Jose Eduardo Macedo Pressopani, a maior ameaça relacionada às mudanças climáticas no Espírito Santo e em todo o planeta é a deficiência hídrica.
“Existe a previsão de um aumento da temperatura para os próximos anos, além da redução da oferta de água, uma consequência da redução das chuvas, e esse cenário retrata a deficiência hídrica, podendo trazer grandes prejuízos para agricultura. Devemos entender que esse setor tem um potencial muito grande para contribuir para a redução dos impactados das mudanças climáticas e com a redução das próprias mudanças climáticas, porque hoje nós podemos remover gases de efeito estufa com um manejo agrícola e florestal”, ressaltou Pressopani.
Entre as soluções discutidas para minimizar essa situação estão a manutenção de nascentes, a conservação florestal e o uso racional da água, assim como a irrigação sem o uso excessivo de água. Ainda segundo Pressopani, o desmatamento e a degradação florestal são atividades que emitem gases causadores do efeito estufa (GEE), sobretudo gás carbônico (CO 2 ) e também colaboram para o aquecimento global.
Durante a reunião, os participantes analisaram cenários identificando oportunidades e desafios, estabelecendo objetivos e metas e sugerindo ações, programas e iniciativas pensadas de forma integrada com a sustentabilidade para minimizar as consequências das oscilações do clima.




