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O preço do ovo voltou a subir em fevereiro e interrompeu uma sequência de cinco meses consecutivos de queda. Dados parciais levantados até o dia 18 pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, em algumas regiões acompanhadas pela instituição, a média mensal já registra alta superior a 40% em comparação com janeiro.
Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de recuperação está associado ao ajuste entre oferta e demanda. Nos últimos dias, esse equilíbrio tem contribuído para sustentar as cotações, inclusive na segunda quinzena do mês, período em que tradicionalmente as vendas perdem ritmo no mercado interno.
Apesar da reação recente, o preço do ovo ainda permanece abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Conforme o levantamento, as cotações acumulam retração real superior a 30% nas regiões monitoradas. Esse cenário indica que, embora o mercado sinalize recuperação no curto prazo, os valores ainda não retornaram aos patamares anteriores.
A expectativa do setor, agora, concentra-se no período da Quaresma, iniciado no último dia 18. De acordo com o Cepea, a data costuma provocar aumento gradual na demanda por ovos, já que parte dos consumidores substitui carnes por outras fontes de proteína ao longo dos 40 dias de tradição religiosa.
Nesse contexto, pesquisadores apontam que o ovo tende a ganhar espaço como alternativa alimentar, o que pode reforçar a sustentação dos preços nas próximas semanas. Assim, agentes do mercado avaliam que a demanda aquecida durante a Quaresma poderá manter as cotações em níveis mais elevados no curto prazo.
O comportamento do consumo ao longo desse período será determinante para consolidar ou não o movimento de recuperação do preço do ovo observado em fevereiro.





