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Vinte cafeicultoras do Espírito Santo deram um passo importante na ampliação de mercado ao conquistar espaço no segmento de cafés especiais de Minas Gerais, um dos estados com maior tradição cafeeira do país. Desde dezembro, os produtos dessas produtoras passaram a ser comercializados em Tiradentes, em um estabelecimento especializado em cafés produzidos por mulheres.
Os cafés estão disponíveis na cafeteria Café da Madre, que mantém um portfólio voltado à valorização do trabalho feminino na cafeicultura. O cardápio reúne cafés das espécies arábica e canéfora, evidenciando a diversidade de origens, métodos produtivos e perfis sensoriais do Espírito Santo.
A inserção das produtoras no mercado mineiro teve início após um contato estabelecido durante a Semana Internacional do Café de 2024, quando o proprietário da cafeteria conheceu os cafés capixabas apresentados no estande do Espírito Santo. A partir desse encontro, foi iniciado um diálogo que resultou em uma visita técnica a Tiradentes para alinhamento da parceria.
Após a visita, foi realizado um levantamento junto às produtoras para identificar o interesse em participar da ação. Ao final do processo, 20 cafeicultoras foram selecionadas para enviar seus cafés, que hoje representam a qualidade e a diversidade da produção capixaba em um dos principais polos turísticos de Minas Gerais.
Entre as produtoras contempladas está Alcione Patrícia Diirr Bertoli, da comunidade de Inhaúma, no interior do município de Iconha. Ela é responsável pela marca Café Sítio Doce Grão, voltada à produção de café conilon especial. Para a cafeicultora, a iniciativa amplia a visibilidade do trabalho desenvolvido no campo e fortalece a valorização da mulher na atividade cafeeira.
“Achei a iniciativa maravilhosa, porque ajuda a divulgar a nossa marca de café especial em lugares onde a gente não teria oportunidade de chegar. O sentimento é de gratidão e orgulho de ver o nosso trabalho ganhando mais visibilidade e o papel da mulher no campo sendo valorizado”, afirma a produtora.
O acesso das cafeicultoras a esse novo mercado foi viabilizado com apoio do projeto Mulheres do Café, coordenado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural. Segundo a extensionista e coordenadora do projeto, Patrícia Matta, a iniciativa é resultado de um trabalho construído com base no diálogo, na confiança e no acompanhamento técnico contínuo das produtoras.
“Essa conquista representa um avanço concreto para a valorização da cafeicultura feminina capixaba, ao transformar o trabalho técnico em oportunidade real de mercado para mulheres de diferentes regiões do Espírito Santo”, destaca.
A coordenadora também ressaltou a atuação dos servidores do Incaper Rodrigo Fernandes, Priscila Nascimento e Tássio Souza, que prestaram suporte técnico às produtoras em suas regiões de atendimento e contribuíram para a mobilização das participantes e a qualidade dos cafés enviados.





