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Muniz Freire está buscando o resgate da piscicultura no município. Para isso, lançou o Programa Municipal de Piscicultura que conta com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), do Sindicato Rural Patronal de Muniz Freire, do Ifes e do Governo do Estado. E a prefeitura já iniciou a conversa com os primeiros 25 produtores envolvidos no Programa Mais Peixe que pretende promover a diversificação, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário.
A primeira reunião de alinhamento com esses produtores aconteceu na semana passada, mais precisamente na quinta-feira (11). Lançado no ano passado, o Programa Municipal de Piscicultura começou com a assistência técnica do Senar que está visitando todas as propriedades envolvidas e elaborou um relatório técnico sobre as intervenções necessárias em cada uma delas para o início da produção. O programa também tem como ponto importante a reativação da filetadora existente na comunidade de Alto Norte, em Muniz Freire.
Com base nesse relatório, a Prefeitura disponibilizou uma máquina e um caminhão para atender os produtores. O investimento é de R$ 100 mil em hora/máquina e os trabalhos já começaram seguindo a ordem de baixa, média e alta necessidade de intervenção. Serão 15 horas/máquina por propriedade e subsídio, quando houver necessidade de mais serviços. O município também já deu início ao processo de contratação de uma empresa para auxiliar os produtores no licenciamento ambiental, outorga de água e PVTA.
Além disso, nas propriedades em que foi identificada a viabilidade, serão instalados, nessa fase inicial, 10 tanques redes. Os equipamentos devem chegar ao município na próxima semana e serão entregues aos produtores. Outros 60 tanques já foram solicitados. A secretaria de Desenvolvimento Agropecuário também está no aguardo da chegada de píer móvel e quatro aeradores.
Diversificação e Piscicultura
O secretário de Desenvolvimento Agropecuário, Renato Bueno, coloca que os investimentos visam incentivar a diversificação de forma profissional e fortalecer a agricultura familiar. “Nossa expectativa é que o pescado comece a ser comercializado a partir de março ou abril de 2023 e, também, estamos organizando uma logística de compra de alevinos e ração em conjunto, diminuindo os custos de produção”, explica. “Vamos auxiliar na busca e distribuição desses insumos”, completa.
Responsável pelo Programa Mais Peixe, o veterinário Christian Paulo Garcia afirma que a expectativa é já povoar 12 propriedades até o final de outubro. “Hoje, estamos trabalhando com 25 propriedades, mas a nossa meta é ir aumentando esse número ano a ano, a partir do momento em que esses 25 produtores já estejam produzindo”, destaca. “Iremos manter assistência técnica contínua e acompanhar toda a cadeia produtiva, desde o povoamento até a venda do pescado”, complementa.
Para garantir que os produtores tenham mercado certo de sua produção, a Prefeitura deve lançar, nos próximos dias, o Edital de Chamamento Público para a reativação da filetadora, em Alto Norte. A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário também está avaliando, junto com o Ifes e Governo do Estado, a viabilidade de reativação da Estação de Alevinagem, em Itaici.
Na reunião de quinta-feira passada, também estavam presentes o chefe de gabinete Mário Spadetti e os secretários municipais de Finanças, Vinicius Pereira Ramalho, de Planejamento e Desenvolvimento, Diórgenes Ribeiro, o controlador geral, Elmo Junior Rocha Gonçalves, o ouvidor municipal, Eduardo Affonso. Além da superintendente geral do Senar, Cristiane Veronesi, o assessor técnico do Senar, Clarence Gibson Ovil Junior, e o representante do Sindicato Rural Patronal, José Luiz Favoreto.




