Turismo e Negócios

ESTour posiciona o Espírito Santo no mapa do turismo nacional

Evento reuniu painéis, rodadas de negócios, experiências imersivas e atrações capixabas para fortalecer o setor como vetor de desenvolvimento econômico

Um dos principais resultados do evento foi o engajamento do empresariado local com representantes do setor vindos de todas as partes do país

O ESTour encerrou sua programação consolidando um novo momento para o turismo do Espírito Santo. Ao longo do evento, a iniciativa reuniu painéis de conteúdo, rodadas de negócios, experiências imersivas, atrações turísticas e ações voltadas à disseminação de conhecimento estratégico para o setor.

Realizado dentro do Salão Capixaba de Turismo, o encontro aproximou empresários, lideranças, investidores, operadores e representantes do trade turístico de diferentes regiões do país. A proposta foi apresentar o Espírito Santo como um destino estruturado, com produtos turísticos diversificados e capacidade de ampliar sua presença no mercado nacional.

Segundo Pedro Rigo, superintendente do Sebrae/ES, um dos principais resultados do evento foi o engajamento do empresariado capixaba com representantes do setor vindos de várias partes do Brasil. Para ele, o ESTour ajudou a fortalecer a percepção de que o turismo no estado deixou de ser apenas uma possibilidade e passou a ser tratado como estratégia concreta de desenvolvimento.

“O que mais me surpreendeu foi o encantamento do empresário capixaba. Ele percebeu que o turismo no Espírito Santo é algo concreto, que a política e o trabalho que estão sendo desenvolvidos são para valer. Esse empresário sai daqui mais animado e com disposição de continuar investindo, e esse é o principal resultado do evento”, afirmou.

Rigo também avaliou o ESTour como um marco para o turismo capixaba. De acordo com o superintendente, o evento representou a entrega de um destino mais preparado ao mercado nacional, com valorização da cadeia produtiva e maior integração entre os atores envolvidos na atividade turística.

“É um divisor de águas. Estamos há três anos trabalhando no fortalecimento do turismo, e o Sebrae foi um agente importante nessa construção. Entregamos o Espírito Santo ao Brasil com um destino preparado e estruturado, valorizando toda a cadeia produtiva. Agora, queremos que o capixaba também se encante, se reconheça nesse cenário e sinta ainda mais orgulho da riqueza e da beleza do nosso estado”, destacou.

A programação também foi marcada por debates sobre os próximos passos do setor. Um dos momentos de destaque foi o painel “Turismo no Espírito Santo – Olhando para o Futuro”, que reuniu o ex-governador Renato Casagrande, o jornalista Ricardo Frizera, o diretor de Produtos Nacional da CVC Corp, Claiton Armelin, e o empresário Valdeir Nunes, o “China”, presidente do Conselho Estadual de Turismo (Contures) e fundador do China Park Eco Resort.

O encontro propôs uma reflexão sobre o posicionamento do Espírito Santo no cenário nacional, além de discutir caminhos para ampliar a competitividade do destino e fortalecer a integração entre o poder público e a iniciativa privada. Durante o debate, os participantes abordaram tendências, desafios e oportunidades para transformar o turismo em uma agenda permanente de desenvolvimento.

Outro painel de destaque foi “Diálogos: desbloqueando o potencial do turismo capixaba”, com a participação do jornalista Abdo Filho, do superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, e de Fernando Cinelli, fundador e presidente da Apex Partners. A conversa reuniu diferentes olhares sobre o setor, incluindo a cobertura jornalística da economia capixaba, a atuação do Sebrae no fortalecimento dos pequenos negócios e a perspectiva de investimento no turismo.

A presença de representantes do mercado nacional também reforçou o papel do evento como ambiente de articulação. Além de apresentar destinos, produtos e experiências, o ESTour funcionou como espaço de conexão entre empreendedores locais e agentes capazes de ampliar a comercialização do turismo capixaba em outros estados.

Entre as experiências apresentadas ao público, o café capixaba ganhou protagonismo. A atividade sensorial conduzida pelo empresário Paulo Gilles, proprietário do Empório Pedra Bonita, nas Montanhas Capixabas, apresentou uma imersão que uniu produto, território, memória e identidade regional.

Ao lado da esposa, Thairine Gilles, Paulo mostrou como os cafés especiais podem ser trabalhados como experiência turística. Segundo ele, o produto deixou de ocupar papel secundário e passou a ser o centro de uma proposta capaz de atrair visitantes e gerar valor para os produtores locais.

“O café sempre foi um acompanhamento, mas hoje ele é a estrela. Antigamente havia o costume de se falar ‘traz um café para acompanhar’, mas hoje a gente escolhe primeiro o café e depois decide o que vai harmonizar com ele. Com o apoio do programa Acelera Sebrae, lá em 2024, conseguimos enxergar esse potencial e transformar o produto”, afirmou.

A experiência apresentada no ESTour foi estruturada para ir além da degustação tradicional. Durante a atividade, os participantes conheceram histórias de famílias produtoras, aromas, formas de preparo e possibilidades de harmonização, em uma imersão de aproximadamente uma hora.

“Não é uma degustação puramente. As pessoas conhecem as histórias das famílias produtoras, sentem os aromas, aprendem sobre harmonização e preparo. É uma imersão completa”, explicou Paulo Gilles.

A receptividade do público, segundo ele, mostrou o potencial do café como elemento de atração turística. “As pessoas pediram fotos, fizeram perguntas, voltaram para conversar e parabenizar. Isso representa o sucesso do café como um todo, um produto que enche o nosso estado de orgulho e que pode ser uma porta de entrada para o turismo”, completou.

Com o encerramento da programação, o ESTour deixou como saldo a ampliação da visibilidade do Espírito Santo no mercado turístico, o fortalecimento da cadeia produtiva e a valorização de experiências que conectam identidade, território e negócios. A iniciativa também reforçou o papel do turismo como uma frente estratégica para gerar renda, atrair investimentos e consolidar o estado como destino competitivo no Brasil.