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Você já ouviu falar no uso da ractopamina em suínos? Sabia que países como Estados Unidos, Canadá e próprio Brasil utilizam essa substância há décadas? Pois é, o trio de nações, que representa o grupo dos maiores países produtores e exportadores de carne suína, sempre utilizou o aditivo alimentar como um grande aliado na hora de obter suínos com menos gordura, que ganham peso de forma mais eficiente e que poluem menos o meio ambiente.
No entanto, em 2017, a Rússia suspendeu a importação de carne suína brasileira em razão do uso da substância. Essa decisão gerou uma série de dúvidas nos suinocultores e profissionais e trabalham direta ou indiretamente com o setor.
Pensando em promover um debate e sanar os questionamentos mais recorrentes, a Associação de Suinocultores do Espírito Santo (Ases), em mais um módulo do Qualificases, em parceria com a empresa de produtos veterinários Ouro Fino, convidou o mestre em nutrição de monográstricos, zootecnista e palestrante, Vinicius de Souza Cantarelli para falar sobre o assunto, tendo como tema central as “Vantagens e desvantagens do uso de ractopamina ”.
No evento que aconteceu no último dia 25 de abril, em Conceição do Castelo, e que contou com a presença de 46 suinocultores, gerentes de granjas e demais técnicos, o palestrante destacou pontos desde as estratégias para produzir mais carne por unidade suína, passando pelos efeitos catabólicos da resposta imune e abordou as relações da ractopamina com a ambiência, a saúde do animal, ao peso do abate e ao preço alto da matéria-prima.
Doutor em nutrição animal e orientador do Núcleo de Estudos em Suinocultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Vinicius também explicou que não existe comprovação de risco à saúde das pessoas que consomem a carne suína proveniente dos animais que receberam ractopamina e ressaltou que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autoriza o uso da mesma.
“As estratégias para produzir mais carne por unidade suína está na boa gestão de todos estes fatores: genética, ambiência, manejo, peso do abate, nutrição (ASS), resposta imune, variação do lote e categoria sexual, entre outros cuidados ”, finalizou Vinicius.
O Qualificases é uma iniciativa da Ases e tem o apoio da ABCS, através do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (Integrasui), e realiza parcerias com empresas que estão ligadas à suinocultura, trazendo temas que fazem parte do dia a dia do setor capixaba.


