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Donos de propriedades rurais em Guaçuí estão com medo por conta de uma onda de furtos e roubos de gado. Os criminosos não se limitam a furtar o gado no pasto, ousados, abordam os caminhões para cometer o assalto.
Segundo os produtores rurais, em muitos casos, os bandidos provocam a mutilação e morte do animal ainda no pasto. Eles ainda furtam ferramentas, equipamentos e até remédios.
“Eles levam o gado do pasto, aos poucos e, em alguns casos, roubam o caminhão carregado. Agora estão também matando no pasto. Matam o animal e retiram apenas um corte de carne que querem. É muita crueldade, é revoltante ”, desabafa Marcos Zanoni, um criador local que afirma já ter sido roubado mais de 21 vezes nos últimos dois anos.
Os produtores usam grupos de WhatsApp e redes sociais para expressarem a revolta e alertar outras pessoas sobre os crimes.
O presidente do Sindicato Rural de Guaçuí, Luciano Ferraz, afirma que depois de uma audiência pública, feita há cerca de dois anos, os produtores, poder público, polícia e Poder Judiciário firmaram uma parceria de cooperação que resultou na prisão de membros de uma quadrilha de Minas Gerais, que atuava na região. Depois da ação os roubos de cargas de gado diminuíram.
“Eles prenderam uma quadrilha de Minas Gerais que roubava o gado, colocavam em um caminhão e atravessavam a fronteira entre MG e Espírito Santo. Depois disso, os roubos diminuíram por um período, agora os membros do sindicato contam que os bandidos estão mutilando os animais e deixando a carcaça no pasto ”, explicou Luciano Ferraz, que está impressionado com a crueldade nas ações criminosas.
Crimes sem solução
Devido a extensão do território rural e falta de pistas que indiquem os culpados, a maioria desses roubos não foi solucionado. Isso fez com que os produtores parassem de registrar ocorrências, o que acaba dificultando o trabalho da polícia.
De acordo com a PM, as ações de patrulhamento, principalmente na zona rural, seguem um mapa de ocorrências, criado a partir do número de casos registrados nas unidades das polícias Militar e Civil. Esses dados são utilizados para direcionar o efetivo para áreas com maior incidência de crimes.
De acordo com a Polícia Militar, quando não há ocorrência, não é possível fazer um direcionamento de contingente melhor direcionado, e tornar as ações de prevenção mais efetivas.
Hoje é possível fazer o Boletim de Ocorrência de forma digital através doa site daPolícia Civil do Espírito Santo




