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Febre maculosa: aumenta para três o número de mortes no ES em 2023

Subiu para três o número de mortes pela febre maculosa no Espírito Santo em 2023.  O novo caso aconteceu em Conceição da Barra.

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Foto: Laboratório de Bioquímica e Imunologia de Artrópodes/ICB-USP

Subiu para três o número de mortes pela febre maculosa no Espírito Santo em 2023.  O novo caso aconteceu em Conceição da Barra. Os outros dois óbitos foram em Colatina e Conceição da Barra. O caso de Colatina, que tinha sido contabilizado como de 2022, ocorreu em janeiro deste ano.

As informações são da Secretaria da Saúde do Estado. Segundo a pasta, o paciente de Colatina teve os primeiros sintomas da doença em dezembro do ano passado. No entanto, faleceu em 1° de janeiro deste ano. Em 2022, portanto, foram 10 mortes pela doença. A Sesa destacou, ainda, que não informa o perfil das vítimas “em observância à Lei Geral de Proteção de Dados, bem como ao princípio da liberdade e da privacidade”.

A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato e causada por bactéria do gênero Rickettsia. A doença não é passada diretamente entre pessoas pelo contato. No Brasil, os principais vetores são carrapatos do gênero Amblyomma. Este mês, três pessoas que estiveram em evento na Fazenda Santa Margarida, em Campinas (SP), morreram com sintomas da doença. Uma delas, uma mulher de 36 anos, teve o diagnóstico confirmado.

Segundo o Ministério da Saúde, normalmente a doença se manifesta de forma repentina, com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor na cabeça e no corpo, falta de apetite e desânimo. Em seguida é comum aparecerem pequenas manchas avermelhadas, que crescem e ficam salientes.

O quadro é agravado com náuseas e vômitos, diarreia e dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés, gangrena nos dedos e orelhas. Nos casos mais graves, pode haver paralisia, começando nas pernas e subindo até os pulmões, o que pode causar parada respiratória.

 

Sobre o autor Fernanda Zandonadi Desde 2001, Fernanda Zandonadi atua como jornalista, destacando-se pelo alto profissionalismo e pela excelência na escrita de suas reportagens especiais. Tem um conhecimento aprofundado em agronegócio, cooperativismo e economia, com a habilidade de traduzir temas complexos em textos de grande impacto e relevância. Seu rigor e qualidade na apuração e narração de histórias do setor garantiram que seu trabalho fosse constantemente reconhecido pela crítica especializada, o que a levou a conquistar múltiplas distinções e reconhecimentos em premiações regionais e nacionais de jornalismo. Ver mais conteúdos