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A combinação entre a atuação de sistemas frontais e a reorganização da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) deve provocar um período crítico de chuva de verão no Brasil entre os dias 17 e 23 de janeiro de 2026. A previsão indica temporais persistentes, volumes elevados de precipitação, ventos fortes e risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos em diversas regiões do país.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as mudanças no tempo começam já no fim de semana. No sábado (17), sistemas frontais provocam chuvas intensas e tempestades desde o norte do Rio Grande do Sul até o sul de São Paulo, passando por Santa Catarina e Paraná. Os acumulados podem ultrapassar 70 milímetros em áreas do Paraná e atingir cerca de 50 milímetros em 24 horas em grande parte de Santa Catarina e do sul paulista.
No domingo (18), um novo sistema frontal avança sobre o Rio Grande do Sul, espalhando instabilidades por toda a Região Sul. No litoral gaúcho, as rajadas de vento podem superar 70 km/h, aumentando o risco de queda de árvores, danos à infraestrutura e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
No Sudeste, a persistência de um canal de umidade mantém o tempo instável. Ainda de acordo com o Inmet, há previsão de acumulados superiores a 50 milímetros no interior de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Na segunda-feira (19), o estado do Rio de Janeiro e o litoral paulista entram em alerta, com volumes que podem ultrapassar 70 milímetros e registros pontuais acima de 100 milímetros em curto intervalo de tempo.
Esse cenário se intensifica a partir de segunda-feira (19) com a reorganização da ZCAS, conforme análise da Climatempo. O fenômeno, típico do verão, será o segundo episódio de ZCAS em janeiro de 2026 e deve permanecer ativo até o dia 23. A formação será favorecida pela circulação de ventos em médios e altos níveis da atmosfera e pelo deslocamento de uma frente fria pela costa do Sudeste entre os dias 19 e 21.
Durante esse período, as áreas de chuva persistente devem abranger grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste, além de atingir regiões da Bahia, Pará, Tocantins e áreas do Amazonas, Rondônia e Acre. No Sudeste e no Centro-Oeste, São Paulo e Mato Grosso do Sul tendem a receber volumes menores em comparação a outras áreas, embora ainda haja previsão de chuva frequente.
Os maiores acumulados são esperados na Zona da Mata Mineira, no Vale do Rio Doce, no Espírito Santo e nas regiões Norte e Noroeste do Rio de Janeiro. Nessas áreas, os volumes de chuva podem variar entre 200 milímetros e 400 milímetros em cinco dias, o que equivale, em alguns municípios, à média de precipitação de todo o mês de janeiro. Entre o sul de Goiás e o Triângulo Mineiro, os acumulados estimados variam de 100 milímetros a 200 milímetros no mesmo período.
O risco de transtornos aumenta de forma significativa com a persistência da chuva e o solo já encharcado por episódios anteriores. Enchentes, alagamentos urbanos, transbordamento de rios e deslizamentos de terra estão entre os principais impactos esperados, especialmente em áreas urbanas e regiões de encosta.
Tanto o Inmet quanto a Climatempo alertam para a possibilidade de temporais acompanhados de rajadas de vento, descargas elétricas e eventual queda de granizo. A orientação é que a população acompanhe diariamente as atualizações da previsão do tempo e os alertas emitidos por órgãos oficiais, além de seguir as recomendações da Defesa Civil. Em situações de emergência, os contatos são 199 (Defesa Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros).




