Mais lidas 🔥

Frio intenso no Hemisfério Norte pode indicar um inverno mais rigoroso no Brasil em 2026?

Demanda pelo "ejiao"
Cientistas contestam decisão judicial que libera abate de jumentos; peles vão para a China

Previsão do tempo
Molion prevê década de frio até 2035; primeira onda polar deve chegar ao Brasil em maio

Previsão do tempo
Quinta ZCAS de 2026 provoca chuva intensa em oito estados até março

Anuário do Agronegócio Capixaba 2025
Turismo rural no Espírito Santo: as histórias de quem está construindo a história

A combinação entre a atuação de sistemas frontais e a reorganização da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) deve provocar um período crítico de chuva de verão no Brasil entre os dias 17 e 23 de janeiro de 2026. A previsão indica temporais persistentes, volumes elevados de precipitação, ventos fortes e risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos em diversas regiões do país.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as mudanças no tempo começam já no fim de semana. No sábado (17), sistemas frontais provocam chuvas intensas e tempestades desde o norte do Rio Grande do Sul até o sul de São Paulo, passando por Santa Catarina e Paraná. Os acumulados podem ultrapassar 70 milímetros em áreas do Paraná e atingir cerca de 50 milímetros em 24 horas em grande parte de Santa Catarina e do sul paulista.
No domingo (18), um novo sistema frontal avança sobre o Rio Grande do Sul, espalhando instabilidades por toda a Região Sul. No litoral gaúcho, as rajadas de vento podem superar 70 km/h, aumentando o risco de queda de árvores, danos à infraestrutura e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
No Sudeste, a persistência de um canal de umidade mantém o tempo instável. Ainda de acordo com o Inmet, há previsão de acumulados superiores a 50 milímetros no interior de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Na segunda-feira (19), o estado do Rio de Janeiro e o litoral paulista entram em alerta, com volumes que podem ultrapassar 70 milímetros e registros pontuais acima de 100 milímetros em curto intervalo de tempo.
Esse cenário se intensifica a partir de segunda-feira (19) com a reorganização da ZCAS, conforme análise da Climatempo. O fenômeno, típico do verão, será o segundo episódio de ZCAS em janeiro de 2026 e deve permanecer ativo até o dia 23. A formação será favorecida pela circulação de ventos em médios e altos níveis da atmosfera e pelo deslocamento de uma frente fria pela costa do Sudeste entre os dias 19 e 21.
Durante esse período, as áreas de chuva persistente devem abranger grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste, além de atingir regiões da Bahia, Pará, Tocantins e áreas do Amazonas, Rondônia e Acre. No Sudeste e no Centro-Oeste, São Paulo e Mato Grosso do Sul tendem a receber volumes menores em comparação a outras áreas, embora ainda haja previsão de chuva frequente.
Os maiores acumulados são esperados na Zona da Mata Mineira, no Vale do Rio Doce, no Espírito Santo e nas regiões Norte e Noroeste do Rio de Janeiro. Nessas áreas, os volumes de chuva podem variar entre 200 milímetros e 400 milímetros em cinco dias, o que equivale, em alguns municípios, à média de precipitação de todo o mês de janeiro. Entre o sul de Goiás e o Triângulo Mineiro, os acumulados estimados variam de 100 milímetros a 200 milímetros no mesmo período.
O risco de transtornos aumenta de forma significativa com a persistência da chuva e o solo já encharcado por episódios anteriores. Enchentes, alagamentos urbanos, transbordamento de rios e deslizamentos de terra estão entre os principais impactos esperados, especialmente em áreas urbanas e regiões de encosta.
Tanto o Inmet quanto a Climatempo alertam para a possibilidade de temporais acompanhados de rajadas de vento, descargas elétricas e eventual queda de granizo. A orientação é que a população acompanhe diariamente as atualizações da previsão do tempo e os alertas emitidos por órgãos oficiais, além de seguir as recomendações da Defesa Civil. Em situações de emergência, os contatos são 199 (Defesa Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros).





