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O outono de 2026 começa nesta sexta-feira (20), às 11h45, com uma sinalização relevante para o clima no Brasil: há forte probabilidade de retorno do El Niño ainda nos próximos meses, o que pode alterar o padrão de chuvas e temperaturas em diversas regiões do país.
De acordo com nota técnica conjunta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), existe 84,6% de chance de transição das atuais condições neutras para um episódio de El Niño durante o trimestre abril, maio e junho.
O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e tem influência direta sobre o clima global. No Brasil, costuma provocar mudanças significativas no regime de chuvas, com impactos diferentes entre as regiões.
Antes dessa possível mudança, o país ainda vinha sob influência enfraquecida da La Niña, que perdeu força entre fevereiro e o início de março. Esse período de transição aumenta a instabilidade climática e dificulta previsões mais lineares.
Mesmo com a aproximação de massas de ar frio ao longo da estação, o outono deve ter temperaturas acima da média histórica em praticamente todo o território nacional. Episódios de queda de temperatura devem ocorrer, mas de forma pontual.
Em relação às chuvas, o cenário será desigual. A Região Norte deve registrar volumes acima da média, favorecendo áreas da Amazônia. No Nordeste, a tendência é de redução das precipitações em estados como Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba, com exceção de áreas sob influência da Zona de Convergência Intertropical.
No Centro-Oeste, o período marca a transição para a estação seca, com chuvas dentro ou abaixo da média, principalmente no Mato Grosso do Sul. Já no Sudeste, a previsão indica redução de chuvas em São Paulo e Minas Gerais, embora episódios isolados possam ocorrer com a passagem de frentes frias.
A Região Sul deve enfrentar o cenário mais crítico, com previsão de chuvas abaixo da média em todos os estados, especialmente no Paraná e em Santa Catarina. Apesar disso, incursões de ar frio podem provocar quedas de temperatura, sobretudo em áreas de maior altitude.
Além das mudanças no padrão climático, o outono também marca o início de fenômenos típicos da estação, como nevoeiros, geadas e possibilidade de neve nas áreas serranas do Sul, além da friagem em partes do Centro-Oeste e da Região Norte.
O prognóstico também acende alerta para o setor agropecuário. A combinação de menos chuva e temperaturas elevadas pode reduzir a umidade do solo e aumentar o risco de estresse hídrico em lavouras, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Com a possível consolidação do El Niño ao longo do trimestre, o comportamento do clima pode sofrer novas mudanças, reforçando a necessidade de monitoramento constante das atualizações meteorológicas.





