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Pesquisas desenvolvidas pela Ufes sobre o café conilon foram apresentadas na Assembleia Legislativa em reunião realizada pela Comissão de Agricultura nesta terça-feira (27). A apresentação foi feita pelo professor e engenheiro agrônomo Fábio Partelli, diretor do Núcleo de Excelência de Pesquisa em Café Conilon da Universidade e do Departamento de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG).
O Núcleo realiza diversas pesquisas sobre a espécie, quanto a melhoramento, fisiologia, nutrição e manejo. Durante a reunião, o professor informou que a Ufes é a instituição que mais publicou artigos no mundo relacionados ao conilon, nos últimos dez anos. O dado é da Base Scopus, que indexa documentos científicos de revistas de todo o mundo.
“A Ufes tem se destacado na realização de estudos de novas tecnologias para a cultura do café conilon e arábica, por meio de trabalhos de extensão e, principalmente, de pesquisa e formação de graduandos, mestre e doutores na área. São desenvolvidos trabalhos voltados à pesquisa do café visando à melhoria da produtividade, qualidade, saúde, dentre outras linhas ”, afirmou o professor.

A base da unidade fica no Laboratório de Pesquisas Cafeeiras da Ufes no campus de São Mateus e, conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), de instituições internacionais e de agricultores.
Os deputados ressaltaram a importância da pesquisa e tecnologia para o desenvolvimento da agricultura no Estado. Eles destacaram que os programas de pós-graduação e de iniciação científica geram novas tecnologias de cultivo, mais eficientes, rentáveis e sustentáveis.
“Além de gerar um conhecimento técnico-científico, a maioria das pesquisas agrícolas promove a formação de recursos humanos, de profissionais qualificados e capacitados ”, destacou Partelii.

Orçamento
Ainda durante a reunião, a presidente da Comissão de Agricultura, deputada Janete de Sá, demonstrou preocupação com o cenário de cortes de verbas para universidades públicas e as consequências para as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
“É através dessas pesquisas que podemos apurar o sabor, a qualidade do nosso café e agregar valor e ter uma produtividade maior em um setor tão importante para nosso Estado. Me preocupa muito essa questão dos cortes porque afeta exatamente as pesquisas científicas. Como que o estado e o país cresce, se desenvolve e melhora a qualidade dos produtos sem pesquisas? ”, questionou a deputada.




