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Os dados divulgados pelo Anuário Peixe BR 2024, divulgados ontem (29), revelam uma posição consistente do Espírito Santo no cenário nacional da produção de peixes de cultivo. O Estado, 16º no ranking da produção de peixes de cultivo em 2021, manteve a posição em 2022 e subiu para 17º no ano passado, um crescimento de 6,31%. Os números demonstram crescimento significativo na produção, de 19.030 toneladas, evidenciando um ambiente propício para o desenvolvimento da aquicultura.
No que diz respeito à produção de peixes de cultivo, o Espírito Santo contribuiu com 18.100 toneladas de tilápia e 930 toneladas de nativos. A análise da pesquisa da Pecuária Municipal (dados preliminares 2022) do IBGE revela que os maiores municípios produtores são: Linhares, seguido por Domingos Martins, Guarapari, Marechal Floriano e Alegre, entre outros.
O Anuário Peixe BR 2024 ressalta que o Espírito Santo está a um passo de consolidar um ambiente propício para negócios na área. Projetos de fomento, a proximidade com um grande mercado consumidor, como o do Rio de Janeiro, e a atenção à legislação ambiental são fatores que indicam um caminho promissor para o desenvolvimento sustentável da aquicultura.
A proximidade com o mercado consumidor do Rio de Janeiro, embora subutilizada até o momento, destaca-se como um diferencial competitivo para o Estado. As condições ambientais, especialmente para a tilapicultura, são favoráveis, graças aos ecossistemas distintos que propiciam o desenvolvimento da atividade.
No entanto, a produção atual não atende plenamente à demanda local, levando à necessidade de importação de tilápia de Minas Gerais para abastecer as plantas de processamento. Nesse contexto, projetos como o Aquicultura Sustentável e Aquicultura Familiar desempenham um papel crucial, promovendo o desenvolvimento tecnológico e empoderando mulheres em pequenas represas, por meio de tanques-rede.
O licenciamento ambiental emerge como um desafio significativo para o Espírito Santo e para estados que não ocupam uma posição proeminente na produção. A colaboração entre o governo estadual e o setor produtivo se torna fundamental para garantir a segurança jurídica ambiental da piscicultura. Sem essa base, o futuro da atividade permanece incerto, não apenas no Espírito Santo, mas em todo o território brasileiro. Portanto, a união de esforços é essencial para assegurar o crescimento sustentável e promissor da aquicultura no Estado capixaba.





