Mais lidas 🔥

Cacau Fest
Tombo do chocolate promete atrair público no maior evento do cacau no ES

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 20 de agosto

Premiação internacional
Do cafezal ao Vale do Silício: capixaba conquista prêmio internacional com invenção

Alerta de vendaval
Vendaval pode atingir 71 municípios do Espírito Santo neste sábado; veja as cidades em alerta

O Rio Grande do Sul enfrenta um desafio humanitário e econômico jamais visto naquelas terras. As consequências das chuvas que destruíram cidades e campos são ainda imensuráveis: vidas foram perdidas, a infraestrutura foi destruída e as terras, devastadas. O momento é, claro, de tentar minimizar o sofrimento da população sulina e as consequências da tragédia ainda demorarão semanas ou meses para serem mensuradas.
Já é possível, no entanto, dimensionar o impacto nos alimentos, já que o Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil e um grande celeiro de outros grãos e proteínas. De acordo com um relatório feito pela Cogo Inteligência em Agronegócio e liberado em 6 de maio, a colheita de arroz deste ano estava atrasada e os gaúchos, até as chuvas, colheram 78% da safra 23/24 saiu dos campos.
Isso equivale a 709 mil hectares e 1,6 milhão de toneladas. Ainda não é possível, segundo o estudo, precisar o quanto dos 22% restantes foram perdidos. Mas é possível entender o impacto ao consumidor. Os 22% do arroz gaúcho representam 16% da safra total do país, ou seja, se a produção foi afetada de forma expressiva pode ocorrer déficit de grãos no mercado este ano. Na lei da oferta e da procura, isso significa alta nos preços já pressionados pela proibição feita pela Índia de exportações de arroz branco não-basmati.
A principal preocupação do comércio de alimentos, hoje, é a corrida da população para estocar os produtos. Circula, pelas redes sociais, uma foto de um folheto fixado numa prateleira onde uma rede supermercadista capixaba proíbe a compra de mais de um fardo de arroz por cliente.
“Não há razão para preocupação. Temos produto para 60 dias, então não é preciso estocar em casa. Com a alta dos últimos meses, os varejistas fizeram compras grandes de arroz. Alguns estão proibindo a compra no atacado justamente para impedir que o produto seja adquirido por outros comerciantes menores e falte para os próprios clientes. É uma forma de proteger nossos consumidores”, disse uma fonte do varejo.
A fonte salienta que a colheita no Sul estava no fim e o momento agora é de saber se a chuva afetou os galpões e silos das embaladoras. “Neste momento, ao que tudo indica, esses locais de estocagem não foram atingidos. Mas há um outro problema mais urgente, que é o transporte. Nós tivemos o cancelamento de entrega de dois caminhões bitruck com arroz, já que a infraestrutura do Sul foi muito prejudicada e os veículos não conseguiram sair de lá. A dificuldade logística é enorme. Mas é bom salientarmos que temos estoques grandes e não há a menor necessidade de uma corrida às compras”, explicou.




