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A população indígena do Espírito Santo está antenatíssima às novas tendências de mercado. Produtoras de mel, as famílias Tupiniquim e Guarani de Aracruz lançaram uma loja virtual para comercializar os itens produzidos nas terras indígenas de Aracruz. O nome da marca é Tupyguá e o grupo faz parte da Cooperativa de Agricultores Indígenas Tupiniquim e Guarani de Aracruz (Coopygua), que maneja mais de mil colônias de abelhas nativas na região.
O projeto de meliponicultura (atividade de criação de abelhas nativas sem ferrão) é uma das atividades do Programa de Sustentabilidade Tupinikim e Guarani no Espírito Santo (PSTG), desenvolvido pela Suzano em parceria com o Cedagro &ndash, Centro de Desenvolvimento do Agronegócio e a Kambôas Socioambiental, que atende 1.385 famílias. Dessas, cerca de 60 são participantes do programa de criação de abelhas sem ferrão e boa parte realiza a colheita do mel Tupyguá &ndash, marca sob a qual o produto é comercializado.
No cardápio de produtos oferecidos no site estão cera de uruçu-amarela, que pode ser usada como impermeabilizante, velas, cosméticos ou para fortalecer colônias de abelhas, o pólen de uruçu-amarela, um produto rico em proteínas e aminoácidos essenciais, com vários benefícios para a saúde, e méis da restinga, capoeira e tabuleiro.

O diretor presidente da Coopygua, Tiago Barros dos Santos, avalia que vender os produtos na internet é uma forma de alcançar um novo público. “Era a ferramenta que faltava para alcançarmos as pessoas que têm interesse em consumir nossos produtos”.
No site, há muitas curiosidades sobre a produção desenvolvida em Aracruz. Por exemplo, diferente do mel que encontramos nas lojas, “produzido por uma abelha que foi introduzida no Brasil – aquela amarela e preta que tem ferrão – nossos produtos são de abelhas nativas e sem ferrão. Por aqui existem espécies de abelhas como a Jataí, a Mandaguari, a Mandaçaia, a Manduri e a Tubuna, todas produtoras de mel. Mas nossa principal parceira é a abelha Uruçu-Amarela, espécie com maior potencial produtivo e cujos produtos sempre tiveram significativa importância nas tradições alimentares e medicinais dos povos Guarani e Tupiniquim”.




