INPI acata depósito de marca para o Café do Caparaó

Notícia foi comemorada por produtores e técnicos envolvidos na candidatura da marca

Sebastiana de Oliveira Faria, de Espera Feliz (MG), e Onofre de Lacerda, de Dores do Rio Preto (ES), são produtores de café no Caparaó. (*Fotos: Leandro Fidelis/Arquivo Safra ES)

Já consta no depósito de marcas do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a Indicação Geográfica de Denominação de Origem (DO) para o Café do Caparaó. É mais um degrau para o projeto iniciado em 2014 pelo reconhecimento das particularidades dos grãos de Arábica produzidos na região do entorno do Pico da Bandeira.

Após depositar a marca na autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as próxima etapas são sua análise e aprovação. Segundo os envolvidos, o processo leva normalmente mais de um ano.

Neste período, os produtores filiados à Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (Apec) poderão praticar o uso do selo em ações promocionais e comerciais, identificando a origem dos cafés e validando a candidatura junto ao INPI.

A área geográfica da Denominação de Origem do Café do Caparaó envolve dez municípios capixabas e seis mineiros. Estão envolvidos na atual fase representantes do Sebrae/ES, institutos federais do Espírito Santo (Ifes), campus Alegre, e Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Apec e prefeituras dos municípios.

Trata-se da primeira IG de Denominação de Origem para um café capixaba. “Este é o fruto do esforço e da parceria dos produtores e parceiros, destacando aqui o Ifes Alegre, a Caparaó Júnior, o Incaper e as prefeituras. Também destaco o trabalho da equipe do Instituto Inovates que, com sua experiência, nos proporcionou esta conquista ”, disse a analista da Unidade de Atendimento Setorial Agronegócio do Sebrae/ES, Karla Cardoso.

“Todos somos corresponsáveis por essa proposição. Desde os primeiros passos até essa conquista materializada em um processo no INPI. Parabéns a todos parceiros. Continuemos nessa caminhada porque há muito que construir ”, completou agrônomo e pesquisador do Ifes, João Batista Pavesi.

Sobre a IG
O selo da Indicação Geográfica reconhece reputação, qualidades e características que estão vinculadas ao local onde o produto é conhecido. Este registro comunica ao mundo que a região se especializou e tem capacidade de produzir um artigo diferenciado e de excelência.
No Espírito Santo, possuem o selo o mármore de Cachoeiro de Itapemirim e Vargem Alta, a panela de barro de Vitória, o cacau de Linhares, o socol de Venda Nova do Imigrante e o inhame de São Bento de Urânia (Alfredo Chaves).

Sobre o autor Leandro Fidelis Formado em Comunicação Social desde 2004, Leandro Fidelis é um jornalista com forte especialização no agronegócio, no cooperativismo e na cobertura aprofundada do interior capixaba. Sua trajetória é marcada pela excelência e reconhecimento, acumulando mais de 25 prêmios de jornalismo, incluindo a conquista inédita do IFAJ Star Prize 2025 para um jornalista agro brasileiro. Com experiência versátil, ele construiu sua carreira atuando em diferentes plataformas, como redações tradicionais, rádio, além de desempenhar funções estratégicas em assessoria de imprensa e projetos de comunicação pública e institucional. Ver mais conteúdos