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Já consta no depósito de marcas do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a Indicação Geográfica de Denominação de Origem (DO) para o Café do Caparaó. É mais um degrau para o projeto iniciado em 2014 pelo reconhecimento das particularidades dos grãos de Arábica produzidos na região do entorno do Pico da Bandeira.
Após depositar a marca na autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as próxima etapas são sua análise e aprovação. Segundo os envolvidos, o processo leva normalmente mais de um ano.
Neste período, os produtores filiados à Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (Apec) poderão praticar o uso do selo em ações promocionais e comerciais, identificando a origem dos cafés e validando a candidatura junto ao INPI.
A área geográfica da Denominação de Origem do Café do Caparaó envolve dez municípios capixabas e seis mineiros. Estão envolvidos na atual fase representantes do Sebrae/ES, institutos federais do Espírito Santo (Ifes), campus Alegre, e Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Apec e prefeituras dos municípios.
Trata-se da primeira IG de Denominação de Origem para um café capixaba. “Este é o fruto do esforço e da parceria dos produtores e parceiros, destacando aqui o Ifes Alegre, a Caparaó Júnior, o Incaper e as prefeituras. Também destaco o trabalho da equipe do Instituto Inovates que, com sua experiência, nos proporcionou esta conquista ”, disse a analista da Unidade de Atendimento Setorial Agronegócio do Sebrae/ES, Karla Cardoso.
“Todos somos corresponsáveis por essa proposição. Desde os primeiros passos até essa conquista materializada em um processo no INPI. Parabéns a todos parceiros. Continuemos nessa caminhada porque há muito que construir ”, completou agrônomo e pesquisador do Ifes, João Batista Pavesi.

Sobre a IG
O selo da Indicação Geográfica reconhece reputação, qualidades e características que estão vinculadas ao local onde o produto é conhecido. Este registro comunica ao mundo que a região se especializou e tem capacidade de produzir um artigo diferenciado e de excelência.
No Espírito Santo, possuem o selo o mármore de Cachoeiro de Itapemirim e Vargem Alta, a panela de barro de Vitória, o cacau de Linhares, o socol de Venda Nova do Imigrante e o inhame de São Bento de Urânia (Alfredo Chaves).





