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Deputados e representantes do setor agrícola se reuniram, na última terça-feira (7), na Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, para discutir a produção de hortaliças e a valorização dos feirantes capixabas.
Durante o encontro, o presidente da Comissão de Rastreabilidade da Ceasa-ES, Marcos Magalhães, destacou que 3,3 mil toneladas de hortaliças foram movimentadas no primeiro semestre de 2024 nas centrais de abastecimento do Estado.
“A Ceasa tem um setor que cuida só disso, da estatística. Ela colhe essas informações e distribui. Por isso a importância de termos a divulgação do que é mais comercializado”, explicou Magalhães. “Em termos de hortaliças, 15% do que tem é comercializado para as feiras.”
Segundo levantamento da Ceasa-ES, as principais hortaliças comercializadas são repolho, alface, couve-flor, couve-chinesa e repolho-roxo, além de produtos de menor peso, mas de alta rotatividade, como salsa e cebolinha.
Magalhães lembrou ainda que a Comissão de Rastreabilidade foi criada por determinação nacional do Ministério da Agricultura e da Anvisa, garantindo o acompanhamento das cadeias produtivas e o cumprimento das normas de segurança alimentar em todos os estados.
Desafios da agricultura familiar
A presidente da Associação Agrícola Amparo Familiar, de Santa Maria de Jetibá, Selene Hammer Tesch, relatou as dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores, especialmente em relação à mão de obra e às perdas nas lavouras.
“Além das questões climáticas, há escassez de mão de obra e perda de lavouras. O agricultor hoje precisa ser produtor, carregador e feirante ao mesmo tempo. Se contratar ajuda, não sobra lucro. É preciso mais atenção dos governantes”, afirmou.
Selene defendeu ainda a criação de estratégias de divulgação que valorizem os produtos da agricultura familiar, especialmente os orgânicos e agroecológicos.
“Uma campanha de marketing contínua, com propaganda na TV e nas redes, faria diferença. Quando o cliente vê o tema na mídia, ele procura mais. No dia seguinte, a banca esvazia — a gente vende tudo”, exemplificou.
Propostas e alternativas
O presidente da comissão, deputado Adilson Espíndula (PSD), reconheceu o impacto da falta de mão de obra e sugeriu mudanças na legislação trabalhista para pequenos produtores.
“Muitas pessoas deixam de trabalhar porque o produtor não pode contratar. Se assinar a carteira, é penalizado; se pagar diária mais de duas vezes na semana, também. Precisamos de uma legislação que permita que beneficiários de programas sociais possam ser contratados sem perder o auxílio”, afirmou o parlamentar.
O encontro reforçou a necessidade de políticas públicas integradas para garantir melhores condições de trabalho no campo, estimular a permanência do agricultor na atividade e ampliar a competitividade das feiras livres e da produção local.





