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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil sediou, na quarta (13), o evento de lançamento de uma nova ferramenta de hedge para lácteos da StoneX Leite Brasil. A solução inédita no mercado nacional, que conta com o apoio da CNA e parceria do Cepea, é voltada à gestão de riscos e à proteção de margens em um cenário global cada vez mais volátil.
Com a ferramenta, o setor leiteiro brasileiro passa a contar com uma poderosa ferramenta de gestão de riscos, replicando processos modernos de comercialização que contribuirão sobremaneira para o desenvolvimento contínuo da atividade.
O evento reuniu o vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, representantes da StoneX e do Cepea, presidentes de Federações de Agricultura e Pecuária estaduais, produtores rurais, parlamentares, autoridades, entidades, instituições do agro, indústrias e cooperativas.
Ao iniciar seu discurso, Gedeão Pereira disse o lançamento da ferramenta é um marco “histórico para a CNA. “A Confederação lutou todo esse tempo para chegarmos a este ambiente de previsibilidade.”
Gedeão Pereira falou da trajetória do setor e das transformações que ocorreram em poucos anos e que levaram o país de importador de alimentos a uma potência mundial do agro.
O vice-presidente da CNA, também no discurso, apresentou números que mostram a importância do setor lácteo no país, como a produção de 35 bilhões de litros de leite por ano em uma atividade que tem cerca de 1,2 milhão de produtores e movimenta R$ 70 bilhões em valor bruo da produção agropecuária.
Segundo ele, houve crescimento da produção em mais de 50% nos últimos 20 anos e aumento da produtividade. “Isso se chama eficiência.”
Para Gedeão Pereira, a atuação da CNA, sob a liderança do presidente João Martins, tem priorizado ações para apoiar o setor e ampliar a competitividade do leite brasileiro no mercado internacional.
“Desde que o conheço o presidente, ele enfatiza a necessidade de apoiar o setor, de elevar cada vez mais a qualidade dos produtos brasileiros e desbravar o mercado internacional”, afirmou Gedeão no discurso.

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, afirmou que o lançamento do contrato futuro do leite representa um marco histórico para o setor e um avanço importante na busca por mais previsibilidade para os produtores rurais.
“Estamos vivendo uma nova era do leite. Estamos marcando história, e cada um pode dizer que fez parte desse momento.”
Segundo ele, a iniciativa atende a uma demanda antiga da cadeia produtiva, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos pecuaristas com a volatilidade do mercado. “Como produtores de leite, passamos muitos anos tropeçando e cambaleando diante de um problema crônico do setor, que é a falta de previsibilidade.”
Com a nova ferramenta, o produtor brasileiro passa a ter acesso a instrumentos que permitem conhecer o valor a ser recebido por sua produção, possibilitando a tomada de decisão estratégica e alocar investimentos de médio e longo prazo.
A solução é voltada a produtores de leite, cooperativas, laticínios, indústrias de alimentos e ingredientes, tradings, varejistas e demais empresas expostas à volatilidade dos preços dos derivados lácteos, respeitando as especificidades operacionais e financeiras de cada perfil.
Para o representante da StoneX, Glauco Monte, a previsibilidade de preços pode representar para o leite o mesmo avanço observado em outras cadeias do agronegócio, como a do milho. “Um dos fatores que ajudaram o crescimento do milho foi justamente a previsibilidade de preços proporcionada pelas cotações internacionais.”

Com a parceria do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a ferramenta conta com indicadores que servem de referência para benchmarking, precificação e negociação para o setor há anos.

Para a pesquisadora do Cepea, Natália Grigol, a cadeia leiteira enfrenta um cenário de elevada complexidade, marcado por volatilidade e incertezas, o que reforça a necessidade de instrumentos que ampliem a gestão de riscos da atividade.
“Tivemos uma maior complexidade no setor e, há muito tempo, pedimos mais previsibilidade. A comercialização sempre foi marcada por volatilidade e incerteza.”
Segundo ela, a construção de um mercado mais sofisticado depende de referências confiáveis, transparência na formação de preços e ferramentas de gestão de risco.
“Os mercados mais maduros e eficientes dependem de informações de qualidade, transparência na formação dos preços e instrumentos capazes de reduzir as incertezas e apoiar as decisões produtivas e comerciais.”

“O hedge surge como uma ferramenta essencial para transformar incerteza em investimentos e permitir que os agentes do setor foquem na sustentabilidade de seus negócios”, afirma Marianne Tufani, Manager da StoneX Leite Brasil.
“Nosso papel é apoiar desde o produtor, a indústria até o varejo, com estratégias personalizadas que considerem a realidade de cada empresa e sua exposição ao mercado”, afirmou.
Além do acesso à operação de hedge, os clientes contarão com suporte consultivo especializado da StoneX, por meio do IRMP (Integrated Risk Management Program) e Focus, que incluem análises de mercado, definição de estratégias, execução e acompanhamento contínuo.
“Ao unir escala global, inteligência de mercado e conhecimento local, entregamos uma solução estruturada para fortalecer a tomada de decisão e promover maior estabilidade para toda a cadeia”, destaca Marianne.




