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A chuva de granizo que atingiu cidades da região de montanhas do Espírito Santo, no final da tarde de quinta-feira (7), assustou moradores e deixou os produtores rurais apreensivos. Na manhã desta sexta (8), foi a hora de avaliar as perdas e se a plantação foi afetada pela violência das “pedras” de gelo.
O produtor de gengibre, Erildo Plaster, é morador de Caramuru, em Santa Leopoldina, uma das regiões mais afetadas. Ele conta que o granizo – alguns do tamanho de um limão – impressionou os moradores mas, felizmente, o prejuízo foi menor do que esperavam.
“Aqui, nós plantamos mais tubérculos, como gengibre, batata doce, inhame. Essas plantas não são tão afetadas por uma chuva de granizo como a que aconteceu. Claro, tivemos perdas, mas não foi tanto quanto imaginávamos. Já em Rio Posmosser e Garrafão, são produzidas mais folhas, como alface e repolho. Felizmente, não ouvimos falar de chuva de granizo por lá”, conta o produtor, que salienta, ainda, que há 20 anos não se via uma chuva de granizo na região.
Nesta quinta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta de perigo em potencial para tempestades em grande parte do Espírito Santo. No aviso, o risco de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora, ou de até 100 milímetros por dia e a possibilidade de queda de granizo e ventania de até 100 quilômetros por hora.





