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Deputados estaduais discutiram a importação de morango do Egito durante reunião da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), realizada nesta terça-feira (17). O objetivo foi avaliar os impactos da entrada do produto estrangeiro no mercado e buscar soluções para proteger a produção local.
O encontro reuniu parlamentares, representantes do governo e produtores rurais, que apresentaram preocupações com a competitividade do morango capixaba diante do avanço das importações. A principal diferença está no custo: enquanto a produção local gira entre R$ 15 e R$ 16 por quilo, o produto importado chega ao país por cerca de R$ 8.
Dados apresentados na reunião indicam crescimento expressivo do volume importado nos últimos anos. O Brasil saiu de pouco mais de 4 mil toneladas em 2022 para cerca de 42 mil toneladas em 2024, com projeção de atingir aproximadamente 44 mil toneladas em 2025. A maior parte tem origem no Egito.
Concorrência e mercado
Durante o debate, foi destacado que o morango importado chega com boa aparência, geralmente congelado, e com preço mais competitivo, especialmente para a indústria. Esse cenário tem levantado preocupação sobre a capacidade de o produtor local manter espaço no mercado.
Produtores relataram dificuldades recentes na comercialização, com queda na demanda e pressão sobre os preços. O tema foi tratado como estratégico, já que o Espírito Santo é o quarto maior produtor nacional, com cerca de 33 mil toneladas por ano.
Impacto nas famílias
O debate também abordou possíveis impactos sociais. Em municípios como Santa Maria de Jetibá, centenas de famílias dependem diretamente da cultura do morango. A redução da competitividade pode afetar a renda e a sustentabilidade dessas comunidades.
Além disso, há reflexos em toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de mudas e insumos.
Busca por soluções
Ao final da reunião, foram discutidas alternativas para equilibrar o mercado. Entre elas, articulação com o governo federal, avaliação de medidas comerciais e ampliação do apoio técnico aos produtores.
Também foram mencionadas possibilidades como revisão de tarifas de importação, criação de cotas e fortalecimento da produção local.
O tema seguirá em debate na Assembleia Legislativa, com foco em encontrar caminhos que garantam condições mais equilibradas de concorrência e preservem a produção de morango no Espírito Santo.




